Líder do governo no Congresso falou antes da sabatina do indicado de Lula ao STF na CCJ; aprovação no plenário exige ao menos 41 votos
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse nesta 4ª feira (29.abr.2026) que a base governista trabalha com a expectativa de obter de 45 a 46 votos no plenário do Senado para aprovar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
A declaração foi dada ao vivo minutos antes do início da sabatina de Messias na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Randolfe é suplente do colegiado. A aprovação na comissão é etapa preliminar, e a indicação só é confirmada se receber ao menos 41 votos no plenário do Senado, em votação secreta.
A sabatina de Messias começou por volta das 9h na CCJ do Senado. Ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O relatório sobre a indicação foi apresentado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), que recomendou a aprovação do nome do advogado-geral da União.
Depois da votação na CCJ, a expectativa é que o nome de Messias seja levado ao plenário ainda nesta 4ª feira. Para ser aprovado, o indicado precisa receber ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores. A votação no plenário é secreta.
Articulação do governo
A indicação de Messias chega à CCJ depois de mais de 5 meses do anúncio feito por Lula, em 20 de novembro de 2025. A demora ampliou a pressão em torno da sabatina e tornou a votação no plenário o principal teste para o governo no Senado.
A oposição tenta reunir votos para barrar o nome do advogado-geral da União. O grupo calcula ter mais de 30 votos contrários à indicação, enquanto governistas afirmam ter margem para aprová-la. Como são necessários 41 votos favoráveis, a base projeta uma folga estreita, de 45 a 46 votos.
Messias enfrenta resistência por ser visto pela oposição como um nome diretamente ligado a Lula. Ele chefia a AGU desde o início do 3º mandato do petista e foi secretário especial para Assuntos Jurídicos da Presidência antes de assumir o órgão. Aliados do governo, por outro lado, dizem que a trajetória no Executivo e na advocacia pública o credencia para o STF.




