Entidade registrou resultado negativo de R$ 182,5 milhões após aumento de despesas e pagamento de indenização milionária
A Confederação Brasileira de Futebol encerrou o exercício de 2025 com um déficit de R$ 182,5 milhões. O balanço financeiro foi aprovado em assembleia geral com representantes das 27 federações estaduais nesta segunda-feira (27/4), consolidando um cenário que contrasta com o superávit registrado no ano anterior.
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Em 2024, a entidade havia fechado suas contas com resultado positivo de R$ 107 milhões. A mudança de panorama está diretamente ligada ao crescimento das despesas operacionais, que tiveram aumento significativo ao longo do período. Um dos principais fatores foi o pagamento de R$ 80 milhões ao Icasa, decorrente de decisão judicial relacionada ao não acesso do clube à elite do futebol nacional em 2014.
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CBF apresentou as mudanças no calendário do futebol brasileiro de 2026 em outubro. Edu Andrade/Staff Images/CBF

CBF projeta 30 árbitros profissionais já em 2026 e mira padrão europeuFoto: @rafaelribeirorio / CBF

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O processo teve origem na Série B de 2013, quando o Icasa questionou a permanência do Figueirense na competição após a suposta escalação irregular do jogador Luan. A disputa judicial resultou na indenização paga pela confederação mais de uma década depois.
Mesmo desconsiderando esse valor, o resultado financeiro ainda seria negativo, superando a marca de R$ 100 milhões. A justificativa apresentada pela entidade aponta para um conjunto de investimentos voltados à regularização de passivos herdados de administrações anteriores.
Outro ponto de impacto nas contas está relacionado às operações da Seleção Brasileira de Futebol. Com o comando de Carlo Ancelotti, houve aumento no volume de deslocamentos para compromissos oficiais, incluindo partidas das Eliminatórias e amistosos, elevando os custos logísticos para R$ 27 milhões.
Além disso, foram destinados R$ 13 milhões para ações de marketing e R$ 9 milhões para tecnologia e serviços de consultoria institucional, esportiva e jurídica. Outro fator que influenciou o fluxo financeiro foi a antecipação de receitas referentes ao contrato com a Nike, contabilizadas no exercício anterior e que reduziram a entrada de recursos em 2025.
Apesar do resultado negativo, a arrecadação total da entidade apresentou crescimento. A receita bruta atingiu R$ 1,7 bilhão, cerca de R$ 200 milhões a mais do que no ano anterior.
O diretor financeiro Valdecir de Souza afirmou que os gastos fazem parte de um processo de modernização administrativa, com foco em eficiência e alinhamento às práticas de grandes organizações do futebol internacional, como a FIFA.
Já o presidente Samir Xaud destacou que a prioridade atual está na reorganização das finanças e na regularização de débitos trabalhistas e com clubes. Segundo ele, a estratégia adotada busca consolidar bases para resultados futuros, mesmo diante do déficit registrado no período.




