Medida do Ministério do Turismo elimina formulários de papel e busca agilizar recepção
Os estabelecimentos de hospedagem de todo o país têm até 2ª feira (20.abr.2026) para adotar a FNRH (Ficha Nacional de Hóspedes) Digital. O novo modelo de check-in, implementado gradativamente pelo Ministério do Turismo desde novembro de 2025, passa a ser obrigatório.
A medida elimina a obrigatoriedade do uso e do armazenamento de formulários de papel por 5 anos, transferindo a guarda dos dados para os servidores do governo. O objetivo é agilizar o atendimento aos turistas e reduzir os custos operacionais das empresas do setor, além de qualificar as estatísticas de planejamento do turismo nacional.
O viajante poderá preencher os dados de forma antecipada por meio do sistema gov.br, via link enviado pelo hotel antes da chegada. O registro também pode ser feito na hora por leitura de QR Code no saguão, permitindo que vários hóspedes preencham a ficha simultaneamente.
COMO FUNCIONA O PREENCHIMENTO
Embora não seja obrigatório, o uso da conta gov.br é recomendado pelo ministério por dispensar a assinatura física e evitar fraudes, já que a identidade é validada eletronicamente.
No caso de hóspedes que se recusem a usar o sistema ou não tenham familiaridade com tecnologia, a recepção do hotel deverá realizar o preenchimento assistido. O sistema cruza as informações com a Receita Federal em tempo real, rejeitando CPFs inválidos ou inconsistências.
Para menores de idade, o registro será vinculado à conta gov.br do responsável legal, ficando salvo no sistema do governo para agilizar hospedagens futuras em qualquer hotel do Brasil. Já turistas estrangeiros terão um módulo específico em inglês ou espanhol, realizando o cadastro com os dados do passaporte, sem a necessidade de CPF.
IMPACTO PARA OS HOTÉIS
Para operar o sistema, o estabelecimento precisa estar regular no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos). A responsabilidade jurídica pelo envio e pela veracidade das informações ao governo é do hotel.
Grandes redes e hotéis que já possuem PMS (Sistema de Gestão de Propriedade) poderão integrar o envio de dados de forma automatizada por meio de uma API (Interface de Programação de Aplicações) gratuita fornecida pelo governo. Pequenos estabelecimentos sem sistema próprio poderão gerenciar as reservas diretamente no portal do Ministério do Turismo, também sem custos.
O descumprimento das regras pode resultar em notificações e sanções administrativas, aplicadas por órgãos de fiscalização federais, estaduais e municipais.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil em 19 de abril de 2026, às 18h32. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, foi adaptado para o padrão do Poder360 e recebeu informações complementares.



