Presidente do PSD diz que Caiado irá ao 2º turno e articula palanque forte na capital fluminense
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, aposta na combinação entre um projeto nacional competitivo e palanques estaduais fortes para tentar furar a polarização em 2026. Durante o Latam Energy Week, nesta 5ª feira (9.abr.2026),
ele demonstrou confiança na candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à presidência e indicou que o partido trabalha para estruturar bases regionais capazes de sustentar esse avanço, com destaque para o Rio de Janeiro.
Kassab afirmou que vê espaço para crescimento de Caiado em um cenário marcado por rejeição aos polos tradicionais. Disse que há uma parcela relevante do eleitorado que não se identifica nem com o presidente Lula nem com o campo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse cenário, ele acredita no crescimento de Caiado ao longo da campanha. “Acho que nós iremos ao segundo turno”, declarou.
A leitura dele é que há mais margem para avanço dentro do eleitorado da direita, hoje fragmentado, do que na base de Lula, considerada mais consolidada.
No plano estadual, o Rio aparece como peça-chave. Kassab colocou o prefeito Eduardo Paes como um dos nomes mais fortes do partido e potencial candidato ao governo. Segundo ele, o peso eleitoral da capital fluminense e a visibilidade da gestão municipal dão vantagem ao prefeito em uma disputa estadual.
“O Rio de Janeiro tem uma situação muito peculiar. A capital tem um peso eleitoral muito grande, e isso dá a ele uma vantagem”, disse. Kassab acredita que a presença constante de Paes nas redes sociais ajuda a ampliar o alcance dele em todo o estado.
A movimentação ocorre em meio a um cenário atípico no estado, que hoje é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Rodrigues Cardozo. O STF iniciou julgamento na última 4ª feira (8.abr.2026) para definir se o Rio de Janeiro terá eleições diretas ou indiretas para governador.
Apesar do apoio explícito a Eduardo Paes, Kassab evitou cravar a candidatura do prefeito e disse que a decisão será dele. “Ele tem a delegação do partido”, afirmou.




