Lindbergh diz que Galípolo tentou blindar Campos Neto no caso Master

Em depoimento à CPI do Crime Organizado, presidente do BC negou culpa de Campos Neto na fiscalização ao Banco Master; petista diz que controle interno da autoridade monetária é insuficiente

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou, nesta 4ª feira (8.abr.2026), que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tentou proteger o ex-presidente da autoridade monetária Roberto Campos Neto. Em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, Galípolo disse que a auditoria interna do BC não encontrou “qualquer culpa” do ex-presidente.

Galípolo compareceu à CPI na condição de convidado, para explicar a atuação do BC no caso Master, o maior escândalo bancário da história, o qual pode culminar em um possível acordo de delação premiada com impacto nos Três Poderes.

Segundo Lindbergh em seu perfil oficial no X, a declaração do presidente do BC “demonstra que o controle interno é insuficiente e pode servir de escudo para proteger quem comandava a instituição quando decisões e omissões favoreceram o ambiente em que o caso Master prosperou”.

O deputado argumentou que, se dependesse apenas das auditorias e sindicâncias internas do BC, 2 funcionários afastados da instituição não estariam com tornozeleira eletrônica. Paulo Sérgio e Beline Santana foram apontados pelas investigações da Polícia Federal como “consultores informais” do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

De acordo com Lindbergh, Campos Neto recebeu diversos alertas do Fundo Garantidor de Créditos, da Febraban e questionamentos formais da Polícia Federal, mas a resposta institucional foi sempre a mesma: “Apuração preliminar, nenhuma ilegalidade e preservação da cúpula”.

“Foi na gestão de Roberto Campos Neto, em outubro de 2023, que foi editada norma sobre precatórios, permitindo que o Banco Master não ajustasse seu balanço e que evitou a intervenção, apesar de alertas sobre riscos de liquidez”, afirmou.

O petista disse que a investigação que rompeu essa proteção veio de fora do Banco Central, com independência, poder de polícia e capacidade de responsabilização, “que consegue enfrentar o corporativismo e seguir a trilha dos fatos”.

“Por isso, ingressei com várias representações na Polícia Federal para avançar na apuração sobre a blindagem de Roberto Campos Neto, sobre os atos que favoreceram o Banco Master e sobre a rede de decisões, omissões e proteções que operou dentro do Banco Central”, finalizou Lindbergh.


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