Entenda o que a Artemis 2 fará na Lua

Objetivo da missão é orbitar o satélite e retornar à Terra; os 4 astronautas devem ficar 10 dias no espaço

A missão Artemis 2, da Nasa, marca a volta de astronautas à órbita da Lua após mais de 5 décadas, mas com um objetivo diferente das missões do passado. Desta vez, a prioridade não é pousar, e sim testar, medir e entender como o corpo humano e os sistemas da nave se comportam no chamado “espaço profundo”.

A viagem, com início marcado para 19h27 –horário de Brasília– desta 4ª feira (1º.abr.2026), deve durar cerca de 10 dias. A cápsula Orion será lançada pelo foguete SLS (Space Launch System), fará um voo ao redor da Lua e retornará à Terra. A tripulação é formada por 4 astronautas —3 norte-americanos e 1 canadense— que atuarão tanto como operadores da missão quanto como objetos de estudo.

A Artemis 2 é vista como etapa essencial antes de uma futura tentativa de pouso. Ao contrário das missões Apollo, o foco agora está na preparação para permanências mais longas fora da órbita terrestre, incluindo futuras viagens a Marte.

Estudos sobre o corpo humano no espaço profundo

Um dos principais eixos científicos da missão é investigar como o corpo humano reage fora da proteção do campo magnético da Terra. Segundo a Nasa, os dados coletados devem orientar o desenvolvimento de protocolos médicos, estratégias de prevenção e tecnologias de suporte à vida em missões futuras.

Os astronautas terão parâmetros fisiológicos monitorados continuamente. A agência quer entender impactos em sono, comportamento, cognição e resposta ao estresse em um ambiente mais hostil do que a órbita baixa da Terra.

Projeto ArCHER

O experimento ArCHER (sigla em inglês para Saúde da tripulação Artemis e exposição à radiação, em tradução livre) analisa a exposição dos astronautas à radiação no espaço profundo. Sensores instalados na nave e nos trajes vão medir níveis de radiação ao longo do voo. O objetivo é mapear riscos e melhorar sistemas de proteção para missões mais longas, especialmente fora da influência direta do campo magnético terrestre.

Experimento Avatar

O estudo Avatar (sigla em inglês para Tecnologia de assistente virtual autônomo para astronautas, em tradução livre) investiga a interação entre humanos e sistemas automatizados durante a missão. A ideia é avaliar como a tripulação responde a interfaces digitais, inteligência artificial e sistemas de suporte em situações de alta exigência. Os dados devem ajudar a aprimorar o desenho de futuras espaçonaves e estações espaciais.

Biomarcadores do sistema imunológico

Outro foco importante é o sistema imunológico. Amostras coletadas antes, durante e depois do voo serão analisadas para verificar como o corpo reage a ambientes de microgravidade e radiação. A Nasa quer identificar possíveis alterações na resposta imune, o que pode influenciar diretamente a saúde dos astronautas em viagens mais longas.

Medidas padrão da missão

A Artemis 2 também aplica um conjunto de medições padronizadas para comparar resultados com missões anteriores e futuras. Esses dados incluem parâmetros cardiovasculares, neurológicos e metabólicos. A padronização permite construir uma base sólida de conhecimento sobre os efeitos do espaço no organismo humano.

Lançamento de cubesats internacionais

Além dos estudos com humanos, a missão também levará pequenos satélites, chamados cubesats, desenvolvidos por equipes internacionais. Esses dispositivos serão lançados durante o voo e devem realizar experimentos independentes, como medições do ambiente espacial e testes de novas tecnologias.

O Poder360 transmitirá ao vivo o lançamento da Artemis 2 a partir das 19h20 (horário de Brasília).


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