Bolsonaro deixa hospital após duas semanas internado e segue para prisão domiciliar

Medida humanitária prevê monitoramento eletrônico e restrições de comunicação

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27/3), após cerca de duas semanas internado em Brasília para tratar um quadro de broncopneumonia. Com a liberação médica, ele foi encaminhado à própria residência, onde já está cumprindo prisão domiciliar com duração inicial de 90 dias.

A transferência para o regime domiciliar foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou o estado de saúde do ex-presidente e a necessidade de um ambiente controlado para a completa recuperação. A decisão atendeu a pedidos da defesa e contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Reprodução: Hospital DF Star/Rede D'Or

Boletim médico enviado à imprensa sobre alta hospitalar de BolsonaroReprodução: Hospital DF Star/Rede D’Or

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Carlos Bolsonaro publica foto antiga do pai no hospitalReprodução: Instagram/@carlosbolsonaro

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Carlos Bolsonaro publica foto antiga do pai no hospitalReprodução: Instagram/@carlosbolsonaro

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Jair Bolsonaro na prisãoReprodução: Instagram/@carlosbolsonaro

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Michelle Bolsonaro comemorou alta do marido e prisão domiciliarReprodução: Instagram/@michellebolsonaro


Durante a internação, iniciada em 13 de março, Bolsonaro chegou a permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por cerca de dez dias. Nos últimos dias, segundo a equipe médica, ele apresentou melhora clínica, sem sinais de infecção aguda, passando à fase de recuperação conhecida como convalescença. O boletim médico atestando a alta hospitalar foi divulgado na manhã desta sexta-feira (27/3) pelo hospital DF Star.

Mesmo com o benefício, o ex-presidente continuará sob uma série de restrições. Ele deverá usar tornozeleira eletrônica de forma contínua e está proibido de acessar redes sociais, utilizar celulares ou qualquer meio de comunicação, direta ou indireta. Também não poderá gravar ou divulgar conteúdos durante o período.

As visitas também foram limitadas. Apenas familiares próximos, advogados e profissionais de saúde estão autorizados a entrar na residência, com controle rigoroso por parte das autoridades. A Polícia Militar do Distrito Federal ficará responsável por monitorar o cumprimento das regras e encaminhar relatórios ao STF.

Na decisão, Moraes destacou que, apesar da estrutura adequada do local onde Bolsonaro estava custodiado anteriormente, a recuperação de um quadro de pneumonia bilateral pode levar de 45 a 90 dias, o que justificaria a permanência em casa. Ao final desse prazo, uma nova avaliação médica deverá indicar se o ex-presidente tem condições de retornar ao regime anterior ou se a medida será prorrogada.

Bolsonaro cumpre pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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