O treinador destacou a evolução da equipe, minimizou críticas a Vini e Raphinha e disse ter saído do amistoso com mais certezas sobre a lista para a Copa
O técnico Carlo Ancelotti analisou a derrota da Seleção Brasileira por 2 a 1 para a França, nesta quinta-feira (26), em Boston, nos Estados Unidos, e afirmou que o desempenho apresentado reforça a capacidade da equipe de enfrentar adversários de alto nível. Segundo o treinador, o amistoso trouxe mais definições do que dúvidas para a sequência do trabalho visando a Copa do Mundo.
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“Quando você perde um jogo, nunca tem que estar contente; não estamos contentes”, afirmou. “O resultado não é a coisa mais importante, mas ele mostra o que fizemos bem e o que não fizemos bem”, refletiu. Ao avaliar o desempenho, o técnico destacou a postura da equipe ao longo da partida: “Eu acho que a equipe competiu até o fim do jogo, com algumas boas oportunidades. Faltou um pouco na saída de bola no nosso campo e faltou um pouco de vigilância para evitar o contra-ataque em que eles marcaram”.
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Carlo Ancelotti em treinamento do Brasil antes de duelo contra os japoneses.Rafael Ribeiro/CBF

Vini Jr. em amistoso contra a FrançaReprodução/CBF

Casemiro e Raphinha reclamando em amistoso contra a FrançaReprodução/CBF

Seleção reunida antes do jogoReprodução/CBF
Mesmo com a derrota, Ancelotti ressaltou aspectos positivos do jogo: “No contexto geral, estou satisfeito, porque a equipe competiu, lutou e conseguiu um gol de bola parada, que é importante. Estou satisfeito pela metade, mas não temos que estar contentes com o resultado”.
Na sequência, reforçou a leitura de que o confronto serviu como parâmetro para o nível competitivo da equipe: “Acho que o jogo de hoje deixa muito claro para mim: podemos competir com as melhores equipes do mundo. Não tenho nenhuma dúvida”.
O treinador também comentou o rendimento de Vinícius Júnior e Raphinha, alvos de questionamentos após a partida: “Para mim, não faltou nada. Raphinha jogou bem, depois teve um problema no fim do primeiro tempo e tivemos que tirá-lo”. Sobre o atacante do Real Madrid, completou: “Vini é perigoso, pode não ter marcado, mas um atacante sempre pode marcar. O trabalho dos dois está bem feito”.
Ancelotti ainda destacou o contexto da formação utilizada, com jogadores em processo de adaptação: “O time era bastante jovem, com jogadores que não estão acostumados a jogar juntos”, disse. No setor defensivo, fez elogios individuais: “A nível defensivo, Bremer e Léo jogaram muito bem”. Já na construção ofensiva, apontou necessidade de evolução: “Com bola, temos que fazer combinações, trabalhar no início, mas também considerar que tivemos oportunidades em contra-ataque, sobretudo na segunda parte, quando os jogadores entraram e colocaram energia em campo”.
Sobre o modelo com quatro atacantes, o treinador avaliou o comportamento coletivo: “Se temos que avaliar o equilíbrio da equipe com os quatro atacantes, a equipe teve um bom equilíbrio, porque acho que Ederson fez uma grande defesa”. Ele também mencionou os lances decisivos: “Levamos dois contra-ataques devido a pouca vigilância defensiva dos jogadores de trás, mas na frente estávamos bem porque o trabalho defensivo de todos foi bom. A equipe estava equilibrada”.
O técnico afirmou ainda que o amistoso impacta diretamente na definição da lista final para o Mundial: “Mais certezas. Acho que a evolução dos novos que jogaram hoje pela primeira vez foi muito boa, positiva”.
Ele também citou alguns nomes avaliados positivamente: “Igor Thiago entrou muito bem, Danilo entrou muito bem, Gabriel Sara teve seu papel, assim como Ibañez”. Em seguida, completou: “Depois desse jogo, estou muito mais confiante. Acho que escolher a lista final não vai ser tão fácil para mim”.
Ao falar sobre possíveis novidades, indicou que a avaliação seguirá aberta: “Novidades? Não sei, temos que observar os próximos dois meses, quando as competições no mundo mostrarão os jogadores que podem estar com o Brasil na Copa do Mundo. Há muita concorrência”.
Ancelotti também explicou ajustes feitos durante o jogo: “Vinícius não joga pela esquerda. Joga no centro-esquerda, com Martinelli a princípio por fora”. E acrescentou: “Depois, quando tivemos a pausa para hidratação, mudei os dois para colocar Martinelli mais à direita, porque a França pressionou muito, para termos mais controle defensivo no lado direito”.




