Universidade de São Paulo cria novo curso de Engenharia

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo criou o curso de Engenharia Eletrônica e Sistemas Computacionais. A graduação vai oferecer 56 vagas anuais no campus do Butantã, na capital paulista. O vestibular para seleção dos candidatos realiza-se em 2026, com ingresso previsto para 2027. O Conselho Universitário aprovou a criação em 16 de dezembro de 2025.

O novo curso surgiu do desmembramento da graduação em Engenharia Elétrica, ganhando agora autonomia para atender às crescentes demandas do setor tecnológico. A formação terá duração de 5 anos e representa uma modernização necessária no ensino da engenharia, priorizando a motivação do aluno e a aplicação direta do conhecimento.

Estrutura pedagógica baseada em projetos práticos

O currículo integra teoria e prática desde o 1º ano. A graduação inclui fundamentos sólidos em matemática, física e computação. Os Projetos Integrativos Extensionistas desafiam os estudantes a desenvolver soluções para problemas reais da sociedade.

“O curso foi pensado para motivar os alunos a desenvolverem projetos de engenharia ligados à sociedade. Tem como base um forte desenvolvimento em computação, projeto de semicondutores, chips e inteligência artificial”, destaca Gustavo Pamplona, professor da USP.

Entre os temas abordados estão sistemas de alerta para desastres naturais e estratégias para cidades inteligentes. “Do ponto de vista pedagógico, o desenvolvimento de projetos e a dimensão prática são essenciais para a formação do engenheiro”, explica. Pamplona afirma que o pilar do curso é a conexão entre a excelência técnica e o impacto social.

Trilhas de especialização nos anos finais

Nos 2 últimos anos, os alunos poderão personalizar a formação através de trilhas de especialização em áreas estratégicas. As opções incluem Inteligência Artificial (IA), Semicondutores, Chips, Sistemas Embarcados, Comunicações e Processamento de Sinais.

Exemplos de aplicação prática

Dois projetos ilustram o perfil da nova graduação. O primeiro é o tracker biaxial, dispositivo desenvolvido por alunos para acompanhar o movimento do Sol em 2 eixos. A operação baseia-se nos horários do dia. Um software calcula a posição ideal tanto no eixo da base quanto no da placa. Um sensor de luminosidade (LDR) detecta quando o dia está nublado. O sistema ajusta a placa para captar o máximo de luz possível.

O segundo projeto consiste no monitoramento do Riacho Doce, na comunidade de São Remo, no Butantã, zona oeste de São Paulo. O objetivo é implementar uma rede de sensores para prevenir enchentes. Dados meteorológicos serão cruzados com informações coletadas localmente para reduzir os danos à população. A Poli divulgou um vídeo explicativo sobre o novo curso.


Com informações da Agência São Paulo


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