Polícia não localizou investigado de 17 anos acusado de participar de estupro em Copacabana em janeiro; ele é considerado foragido
A Justiça do Rio autorizou, nesta 5ª feira (5.mar.2026), um mandado de busca e apreensão contra um adolescente de 17 anos investigado por participação do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana. A Polícia Civil foi ao endereço do investigado, mas não o localizou. As autoridades consideram o jovem foragido.
O pedido de mandado de busca e apreensão contra o adolescente foi expedido pelo juízo da Vara da Infância e da Juventude da Capital. Ele também foi denunciado por uma jovem de 17 anos que relatou ter sido estuprada por ele há 3 anos, quando tinha 14. Ela afirmou que o crime foi gravado e as imagens, divulgadas pelos suspeitos.
Segundo o G1, a menina afirmou ter sido convidada pelo investigado, com quem também manteve relacionamento no passado, para ir a um apartamento. Ela não conseguiu recordar o endereço exato do imóvel onde se deu o crime. Ainda segundo a reportagem, entre os presentes estava Mattheus Veríssimo Zoel Martins, nome que consta no inquérito referente ao caso de Copacabana. A vítima narrou que pelo menos 3 rapazes a estupraram e agrediram. A revelação deste 2º caso influenciou o posicionamento das autoridades sobre a necessidade de internação do adolescente.
O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) não havia visto a necessidade de mandar internar o adolescente investigado, porém, com a nova denúncia o ministério manifestou-se favorável ao pedido de internação provisória.
“A medida foi considerada necessária para garantir a ordem pública, diante da possível reiteração infracional e também para assegurar a segurança pessoal do próprio adolescente, em razão da ampla repercussão social do caso”, declarou o MPRJ em nota.
Em justificativa à decisão contrária à internação, a entidade afirmou que a promotoria havia apresentado representação socioeducativa contra o adolescente, sem requerer a internação provisória. Isso porque, naquele momento, não havia pedido expresso da autoridade policial nem elementos que demonstrassem a necessidade da medida.
ENTENDA O CASO
A PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) investiga um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido na noite de 31 de janeiro, em Copacabana, na zona sul do Rio. O caso é tratado pelo delegado da 10ª DP como uma “emboscada planejada”.
A vítima foi convidada por Matheus, seu ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele em Copacabana. No local, enquanto mantinha relação sexual com seu ex-namorado, os outros 3 rapazes teriam entrado no cômodo.
A vítima narrou ter levado tapas, socos e um chute na região abdominal. Ela tentou sair do quarto, mas foi impedida pelos suspeitos.
O resultado do exame de corpo de delito aponta que a vítima sofreu violência física. A perícia identificou uma hemorragia interna e lesões na região genital. Também foram identificados sangue no canal vaginal e manchas nas costas e nos glúteos.
Na 4ª feira (4.mar.2026), um dos últimos foragidos se apresentou a delegacias do Rio de Janeiro. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, se apresentou à 12ª DP (Copacabana), no Rio, na manhã desta 4ª feira (4.mar.2026). Ele chegou à unidade policial acompanhado do advogado.
Pouco depois, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também de 18 anos, se entregou na 54ª DP (Belford Roxo). Com as apresentações, os 4 réus maiores de idade do caso estão sob custódia da Justiça.
Na 3ª feira (3.mar), João Gabriel Xavier Berthô se apresentou na 10ª DP (Botafogo), enquanto Mattheus Verissimo Zoel Martins se entregou na delegacia de Copacabana. Todos os acusados serão transferidos para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica.
Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, que ocupava o cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O governo do Rio de Janeiro confirmou a demissão de José Carlos nesta 4ª feira.
A defesa de Vitor Hugo Simonin nega a participação no crime. Segundo o advogado Ângelo Máximo, o jovem confirma que estava no apartamento no dia do ocorrido, mas nega ter mantido relação sexual ou cometido violência contra a vítima.
A investigação do caso, conduzida pela 12ª DP, resultou em ação penal aceita pela 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente. O Ministério Público do Rio de Janeiro destaca a brutalidade dos atos e a violência física empregada contra a menor.
NOVAS INVESTIGAÇÕES
O caso registra novos desdobramentos com o surgimento de outras 2 vítimas entre 2ª feira (2.mar) e 3ª feira (3.mar). Uma jovem de 17 anos relatou ter sido estuprada por integrantes do grupo há 3 anos, quando tinha 14. Ela afirmou que o crime foi gravado e as imagens, divulgadas pelos suspeitos.
Nesta 3ª feira, mais uma jovem procurou a polícia para registrar ocorrência por violência sexual contra Vitor Hugo Simonin. Ela prestou depoimento na delegacia de Copacabana acompanhada da mãe.
A Justiça do Rio de Janeiro negou os pedidos de habeas corpus apresentados pelas defesas dos acusados. O processo segue em segredo de Justiça.




