Partido analisa se vídeo de Gilson Machado configura campanha antecipada; decisão será tomada em breve
O PT (Partido dos Trabalhadores) avalia recorrer à Justiça Eleitoral contra o ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro (PL), Gilson Machado, depois de ele divulgar um vídeo entregando adesivos com a frase “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”.
O caso está sob análise do departamento jurídico do PT, que estuda apresentar representação por campanha antecipada ilícita. A decisão do partido será tomada o mais breve possível, assim que o PT terminar de analisar as avaliações sobre alternativas de medidas, segundo apurou o Poder360.
Assista (0min50s):
Na postagem, o ex-ministro ainda criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Afirmou que “enquanto Lula pula nos blocos, eu faço o meu trabalho de formiguinha”. Machado faz referência ao tour de Carnaval do petista, que visitou o Recife, Salvador e Rio de Janeiro nos dias 14 e 15 de fevereiro de 2026.
Pela legislação eleitoral, o pedido explícito de voto é proibido antes do período oficial de campanha. No entanto, manifestações políticas e menções a eventuais candidaturas nem sempre configuram irregularidade.
Em transmissão ao vivo ao lado do ex-ministro Marcelo Queiroga, Gilson Machado afirmou que os adesivos representam um “movimento espontâneo” e negou irregularidade. Disse ainda que não há uso de recursos públicos e prometeu organizar “adesivaços” no Nordeste.
Oposição
A divulgação dos adesivos se dá em um momento em que a oposição critica o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que teve como enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Durante a apresentação, Jair Bolsonaro foi representado como o palhaço Bozo, usando terno azul e peruca vermelha e apareceu em um carro alegórico vestido uma tornozeleira eletrônica.
Depois do desfile, Flávio Bolsonaro anunciou que irá protocolar uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O partido Novo informou que pedirá a inelegibilidade de Lula, enquanto o PL (Partido Liberal) alegou interferência nas eleições pelo uso de recursos públicos para promover a imagem do atual presidente.




