Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo

Escola se aproxima da Vai-Vai, recordista de títulos; Rosas de Ouro e Águia de Ouro foram rebaixadas

A Mocidade Alegre conquistou nesta 3ª feira (17.fev.2026) o título do Carnaval de São Paulo de 2026. É a 13ª conquista da escola, que se aproxima da Vai-Vai, recordista com 15 taças. A agremiação liderou a pontuação durante quase toda a apuração.

A escola terminou a contagem com 269,8 pontos, seguida da Gaviões da Fiel, que somou 269,7, e da Dragões da Real, com 296,6. A Rosas de Ouro, campeã de 2025, foi rebaixada, assim como a Águia de Ouro

as escolas Tucuruvi e Pérola Negra foram campeãs do Grupo de Acesso e estarão no Grupo Especial em 2027.

Veja ao resultado final:

  • Mocidade Alegre – 269,8;
  • Gaviões da Fiel – 269,7;
  • Dragões da Real – 269,6;
  • Acadêmicos do Tatuapé – 269,5;
  • Barroca Zona Sul – 269,4;
  • Tom Maior – 269,4;
  • Estrela do Terceiro Milênio – 269,1;
  • Mocidade Unida da Mooca – 269;
  • Império de Casa Verde – 268,9;
  • Camisa Verde e Branco – 268,8;
  • Colorado do Brás – 268,7;
  • Vai-Vai – 268,6;
  • Rosas de Ouro – 268,4;
  • Águia de Ouro – 268,2.

Com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, a escola homenageou a atriz Léa Garcia. O desfile destacou seu papel como Rosa na novela “Escrava Isaura”, um dos mais marcantes da sua carreira. Também mostrou sua vitória no Festival de Cannes, em 1957, pela atuação no filme “Orfeu Negro”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 1970, representando a França. 

O samba-enredo foi composto por Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Lucas Donato, Marcos Vinícius, Márcio André, Fabian Juarez, Fábio Gonçalves, PH do Cavaco, Salgado Luz, Tomageski, Mingauzinho e Chico Maia. 

Leia o samba-enredo:

“Laroyê! Bate três vezes…

Ê mojubá! A Deusa Negra é ela!

A filha de Oxumarê

Que traz no sangue a força da mulher

Pisa forte nesse chão

Afirmando seu lugar

Pra fazer revolução

Seu direito conquistar

Nosso povo entra em cena

A arte nunca pode se render

Ecoa a voz do “Nascimento”

Orfeu sobe o morro pra vencer!Lerê! Lerê! Lerererere!

Lerê! Lerê! Lerererere!

A guerreira no “Quilombo”

Fez valer o seu

Consagração, da negritude

Resiste entre tantos personagens

A pele preta é armadura

No palco, expressão de liberdade

Evoé, mulher!

Igual a ti eu nunca vi

Você ainda está aqui

Pra sempre, presente!

É sua coroação

Protagonista no meu pavilhão 

Ô! Malunga!

Ô! Malunga ê!

Malunga Léa, arroboboi

Toca o bravum com ancestralidade

No terreiro Mocidade!”


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