Decisão beneficia indústria automotiva ao eliminar padrões de emissão veicular
Donald Trump (Partido Republicano) revogou nesta 5ª feira (12.fev.2026) a determinação que classificava gases de efeito estufa como prejudiciais à saúde humana. Com a decisão, os padrões federais de emissões para veículos nos Estados Unidos deixam de existir. As informações são da agência de notícias Reuters.
A revogação elimina a base legal que sustentou a regulamentação de emissões de gases de efeito estufa nos EUA por mais de 15 anos. A determinação, estabelecida em 2009 durante o governo Obama, permitia à EPA (Environmental Protection Agency) regular emissões sob a Lei do Ar Limpo de 1963, incluindo dióxido de carbono, metano e outros 4 poluentes atmosféricos que retêm calor.
A administração do presidente norte-americano justifica a medida como necessária para proteger a indústria automobilística do país e reduzir custos para os consumidores. A decisão ocorre após uma série de cortes regulatórios destinados a facilitar o desenvolvimento de combustíveis fósseis e dificultar a implementação de energia limpa no país.
“Sob o processo recém-concluído pela EPA, estamos oficialmente encerrando a chamada determinação de perigo, uma política desastrosa da era Obama que prejudicou severamente a indústria automobilística americana e elevou os preços para os consumidores americanos”, afirmou Trump, classificando a ação como a maior desregulamentação na história dos EUA.
A medida afeta diretamente os setores de transporte e energia, cada um responsável por aproximadamente 25% das emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos, segundo dados da própria EPA. Com a revogação, são eliminados os requisitos regulatórios para medir, relatar, certificar e cumprir os padrões federais de emissão de gases de efeito estufa para veículos.
A EPA afirma que a revogação e o fim dos padrões de emissão veicular resultarão em economia de US$ 1,3 trilhão aos contribuintes norte-americanos. Já o governo Joe Biden (Partido Democrata) havia projetado benefícios líquidos de US$ 99 bilhões anualmente até 2055, incluindo US$ 46 bilhões em custos reduzidos de combustível e US$ 16 bilhões em custos reduzidos de manutenção e reparos para motoristas. Os consumidores economizariam em média US$ 6.000 ao longo da vida útil dos novos veículos.



