Mano Walter relembra preconceito contra o forró e adaptação ao mercado sertanejo

O cantor afirma que precisou adaptar timbres e sonoridade para tocar nas rádios do Sudeste e destaca uma trajetória que levou o gênero a palcos internacionais

Entrevistado do “Programa Flávio Ricco”, da LeoDias TV, exibido nesta terça-feira (10/2), Mano Walter falou sobre os desafios enfrentados pelo forró para conquistar espaço no mercado nacional, especialmente diante da força da música sertaneja nos grandes centros urbanos.

Segundo o cantor, o preconceito com o gênero é antigo e acompanha o forró desde os tempos de Luiz Gonzaga: “É uma luta desde lá atrás para o forró chegar aos grandes centros e tocar nas grandes rádios”, afirmou. Ele destacou que essa resistência se refletia não apenas na aceitação do público, mas também em exigências técnicas para adequar o som ao padrão das emissoras do Sudeste.

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Mano Walter

Reprodução/@deborasilva

Débora Silva e Mano Walter se casaram em 2018 no civil e oficializaram a união na igreja em 2024.Reprodução/@deborasilva

Mano Walter e Débora Silva (Foto: Arquivo Pessoal)

Mano Walter e Débora Silva (Foto: Arquivo Pessoal)

Reprodução/Instagram @manowalter

Fogos de artifício atingem plateia do show de Mano WalterReprodução/Instagram @manowalter

Divulgação

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Mano WalterReprodução


Mano Walter relembrou a experiência vivida em 2016, quando lançou a música “O Que Houve”, em parceria com Marília Mendonça. Para divulgar o trabalho em São Paulo, foi necessário alterar timbres e a sonoridade da bateria: “Tivemos que trocar os timbres para se encaixar no que os ouvintes queriam ouvir. O forró tem muito agudo, uma batida característica, e o sertanejo já é diferente. A gente teve que se adaptar”, contou.

Apesar das dificuldades, o cantor afirmou que o forró de vaquejada foi decisivo para sua carreira. Criticado no início, o estilo o levou a conquistas inesperadas, como indicação ao Grammy, apresentações em Las Vegas e turnês internacionais, incluindo os Estados Unidos: “Muitas pessoas diziam que eu não ia chegar a lugar algum, mas foi exatamente esse forró que me levou onde eu jamais imaginei”, disse.

Hoje, Mano Walter se vê como um artista de alcance nacional e destaca o orgulho de representar suas origens: “Fico feliz em representar a minha cultura!”, concluiu.

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