Afirma também que Marco Buzzi pressionou seu corpo contra o dela; magistrado é investigado por importunação sexual
A jovem de 18 anos que afirma ter sido vítima de importunação sexual pelo ministro Marco Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), declarou em depoimento que o magistrado a apalpou na região das nádegas e pressionou seu corpo contra o dela no momento em que estavam no mar na praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), em 9 de janeiro de 2026.
Ela disse à Polícia Civil do Estado de São Paulo que:
- viajou com os pais e a família do ministro para Balneário Camboriú;
- foi com Buzzi para a praia antes porque o pai estava em reunião e a mãe estava esperando a mulher do ministro;
- Buzzi a chamou para entrar no mar e sugeriu que fossem para uma área “mais tranquila”, ao que ela achou estranho porque o mar estava calmo;
- os 2 entraram no mar no local indicado pelo ministro;
- Buzzi se queixou do frio e apontou para duas pessoas abraçadas no mar;
- Buzzi a puxou pelo braço, a virou de costas para si e a pressionou o pênis contra as suas nádegas;
- tentou sair, mas foi segurada e, nesse momento, o ministro passou a mão em suas nádegas;
- ao saber que a mãe da jovem já estava na praia, o ministro disse que iria fazer uma “caminhada”;
- voltou para a casa onde estavam hospedados, relatou o ocorrido ao pai e a família decidiu voltar para São Paulo;
- tem dificuldades para dormir e está em acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
O Poder360 procurou a defesa do ministro Marco Buzzi para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do teor do depoimento da jovem. Os advogados disseram que a posição segue a da nota divulgada à imprensa na 6ª feira (6.fev.2026), em que chama o caso de “tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação”.
Leia a íntegra da nota da defesa de Marco Buzzi:
“É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.
“Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.
“Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por ‘juízes’ e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.
“A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.
“João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi”.
O pleno do STJ abriu um processo de sindicância para apurar a conduta do magistrado.
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