Meio Candangão costuma desenhar cenário final da classificação da 1ª fase

O Candangão costuma ser uma competição que, no decorrer do torneio, entrega várias surpresas. Esta tensão é gerada sobretudo pelo clímax na reta final da primeira etapa do campeonato, onde qualquer detalhe faz a diferença na classificação, pensando na chegada às semifinais ou na permanência na elite. Desde a renovação do formato da competição, em 2022, com 10 clubes em único turno, esta lógica não é diferente.

De 2022 para cá, quando o campeonato chega à metade já é possível desenhar alguns cenários, tanto no G-4, quanto na parte do descenso. O Distrito do Esporte fez um levantamento de como foram as campanhas das equipes nas primeiras cinco rodadas e como as mesmas mudaram em relação ao quadro final após nove rodadas nos últimos anos.

Antes disso, repassemos o andamento da atual edição. Em galeria adiante, é possível ver cenários muito claros nas setas de alta ou baixa. Destacam-se Capital e Samambaia (este motivado pela derrota contra o Brasiliense) nas maiores mudanças de direção após a primeira rodada. O Cachorro Salsicha foi de quinto a segundo lugar até perder a invencibilidade. Já o Coruja foi em ordem: quarto, terceiro, quinto, quarto novamente e, agora, ocupa o sexto lugar.

Quem teve a maior alta nas posições foi o Sobradinho. O Leão da Serra foi sétimo na primeira rodada, logo quinto, quarto, terceiro e vem de assumir a vice-liderança após virada excepcional contra o Capital, na quinta rodada. Agora, encara o líder Gama, que apenas não liderou na primeira rodada, quando foi terceiro.

Por outro lado, a maior queda foi da Aruc, de segundo a sexto e depois a nono, posição conservada até o momento. O Brasília, por exemplo, está pela primeira vez no Candangão fora da zona de rebaixamento, deixando a lanterna após bater a própria Aruc na rodada passada.

Confira as mudanças nas primeiras cinco rodadas do Candangão, com a Classificação Bracitorium:

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2022: Ceilândia não confirma título

Um começo avassalador, com 100% de aproveitamento até a metade do grupo único e cinco pontos de folga, colocava o Gato Preto como franco favorito ao título, após ser vice-campeão contra o Brasiliense. Apesar da queda nas rodadas finais, com menor folga, o alvinegro voltou à final e foi novamente vice para um Jacaré que passou a primeira fase um pouco mais na “tocaia”, mas conquistou seu 11º título.

Vale pontuar que o Paranoá fez um de 12 pontos nas últimas quatro rodadas, perdendo espaço no quadrangular de semifinais. No mesmo período, Capital e Gama fizeram 10 pontos cada um e se classificaram. No rebaixamento, o começo ruim de Unaí e Luziânia significaria a ausência dos clubes do Entorno na elite, que segue vigente até hoje.

Confira o cenário após a quinta e após a última rodada da primeira fase do Candangão 2022, respectivamente:
Ceilândia 15 Ceilândia 19
Paranoá 10 Capital 18
Brasiliense 9 Brasiliense 16
Capital 8 Gama 15
Brasília 7 Santa Maria 12
Taguatinga 6 Paranoá 11 (SG -1)
Gama 5 Brasília 11 (SG -5)
Santa Maria 4 Taguatinga 10
Unaí 2 Unaí 9
Luziânia 1 Luziânia 2

2023: Real Brasília – Revelação e campeão

Um vice-campeão da segunda divisão dava as caras com o humilde desejo de permanecer na categoria. Entretanto, não se podia saber o que esperava pelo futuro do Leão do Planalto: em um começo avassalador, sendo líder e classificado com uma rodada de antecedência, despachou Paranoá e Brasiliense para sagrar-se campeão inédito.

O destaque na mudança de cenário entre o pós da quinta e da nona rodadas está na composição do G-4. Com o primeiro cenário da tabela abaixo haveria um Clássico Verde-Amarelo nas semifinais e o rival do time da Vila Planalto seria o Ceilândia. O Gama, assim como o Gato Preto, foram mal nas rodadas finais, abrindo a brecha para os dois times do Paranoá: a Cobra Sucuri e o Capital.

Confira o cenário após a quinta e após a última rodada da primeira fase do Candangão 2023, respectivamente:
Real Brasília 10 (GP 7) Real Brasília 18
Gama 10 (GP 6) Brasiliense 15 (SG +9)
Brasiliense 8 (SG +7) Capital 15 (SG +3)
Ceilândia 8 (SG +1) Paranoá 15 (SG -1)
Paranoá 8 (SG -1) Gama 14 (SG +2)
Samambaia 7 Ceilândia 14 (SG +1)
Santa Maria 6 Samambaia 13
Capital 5 Santa Maria 7 (SG -5)
Brasília 4 Taguatinga 7 (SG -7)
Taguatinga 3 Brasília 7 (SG -9)

2024: O Candangão mais disputado da história?

Basta com olhar a tabela para ver que as batalhas foram ferrenhas de ponta a ponta na primeira fase. Dentro do G-4 a diferença foi de dois pontos na altura da quinta rodada e de três pontos ao final da etapa inicial, com o Paranoá mais uma vez caindo do quadrangular de semifinais, como em 2022.

Tinha cinco pontos de vantagem para o Brasiliense e ficou a um da equipe amarela antes do mata-mata. Deste bolo, o Ceilândia terminou campeão em 180 minutos contra o Capital: ambos jogos no Mané Garrincha. A equipe comandada pelo técnico Adelson de Almeida levantou finalmente o tricampeonato após 12 anos, encerrando uma sequência de vices de 2016, 2017, 2021 e 2022.

Confira o cenário após a quinta e após a última rodada da primeira fase do Candangão 2024, respectivamente:
Capital 13 Capital 22
Ceilândia 12 (SG +7) Ceilândia 20 (GP 20)
Gama 12 (SG +5) Gama 20 (GP 17)
Paranoá 11 Brasiliense 19
Brasiliense 7 Paranoá 18
Samambaia 6 Real Brasília 8
Real Brasília 4 Samambaia 7 (SG -5)
Ceilandense 3 (SG -7) Ceilandense 7 (SG -10)
Santa Maria 3 (SG -9) Planaltina 4
Planaltina 1 Santa Maria 3

2025: Um clássico custa caro

O campeonato de 2025 foi desenhado pelos grandes rivais da cidade. Enquanto o Brasiliense esbanjava favoritismo e tinha 100% de aproveitamento na primeira metade, o Gama vencia minguados jogos aos trancos e barrancos. Na oitava rodada, o Jacaré venceu e demitiu Glauber Ramos do comando gamense, que viria a ser sucedido por Luiz Carlos Carioca.

Na última rodada, o Ense confirmou a liderança ao vencer o Paranoá (que ficou novamente perto de uma semi) e de quebra ajudou o arquirrival a ir ao confronto eliminatório. O tiro saiu pela culatra e o Periquito se sobressaiu em 180 minutos para despachar o grande favorito da competição, que há pouco quase subia à Série C nacional, caindo no jogo do acesso contra o Retrô pernambucano.

Se por um lado não houve mudança entre ambos cenários de semifinal, no rebaixamento a luta foi até o último minuto. Pelo saldo de gols, saindo dois nos acréscimos para mudar cruelmente o desfecho da disputa, o Real Brasília se salvou ao virar sobre o Legião no Defelê, enquanto o Ceilandense tomava o gol de misericórdia do Sobradinho, no Rorizão.

Confira o cenário após a quinta e após a última rodada da primeira fase do Candangão 2025, respectivamente:

Brasiliense 15 Brasiliense 22
Gama 13 Capital 20
Ceilândia 12 Ceilândia 19
Capital 10 Gama 17
Paranoá 9 Paranoá 15
Samambaia 6 Sobradinho 12
Sobradinho 5 Samambaia 11
Ceilandense 1* Real Brasília 5 (SG -9)
Real Brasília 1* Ceilandense 5 (SG -10)
Legião 0 Legião 1

*Diferença em cartões

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