A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), participa de operação conjunta com as Polícias e Tribunais de Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina em combate a grupo que atuava no uso indevido de credenciais de servidores públicos na tentativa de promover alterações em Banco Nacional de Mandados de Prisão.
As investigações contaram com o apoio de informações das inteligências dos Tribunais e também do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Durante a operação, deflagrada nesta quinta-feira (5), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo as diligências realizadas nos estados de Goiás e Distrito Federal, com apoio operacional da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) e do Núcleo de Inteligência e Segurança do Tribunal de Justiça de Goiás (NIS/GO).
As investigações dos Estados envolvidos constataram acesso indevido às credenciais de servidores públicos que possibilitaram a realização irregular de consultas, cumprimento indevido de mandados de prisão no sistema judicial e tentativa de emissão forjada de mandados de prisão contra terceiros, fato de extrema gravidade.
Todos os fatos foram imediatamente constatados pelo CNJ e pelos órgãos de Segurança Pública envolvidos, que atuaram prontamente. Foi constatado acesso indevido de credenciais de servidores públicos e não invasão de sistema.
Os levantamentos técnicos indicaram que terceiros, de forma criminosa, passaram a utilizar a senha funcional de servidor público para manipular informações sensíveis, comprometendo a legalidade dos atos processuais e a regularidade do funcionamento do Sistema de Justiça.
A Operação Conjunta visou reprimir práticas ilícitas que atentem contra a legalidade e a confiabilidade das informações judiciais, reafirmando o compromisso das Polícias Civis em garantir a segurança dos Sistemas de Justiça, de modo a impedir que sejam alterados de forma indevida e criminosa.
A atuação integrada entre as Polícias Civis dos estados (MG, SC, GO e DF) e os Núcleos de Inteligência e Segurança Institucional (GSI/TJMG, NIS/SC e NIS/GO), com o suporte da inteligência da Divisão de Segurança da Informação (DISI) do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTI) do CNJ, em âmbito nacional, reforça o compromisso das Instituições com a identificação e a responsabilização criminal dos envolvidos, a defesa da ordem jurídica e a proteção do regular funcionamento da Justiça
O principal envolvido no esquema fraudulento já havia sido identificado pela DRCC/DF, em julho de 2025, como sendo um menor de idade do Distrito Federal. As investigações prosseguem e novas informações poderão ser divulgadas oportunamente, respeitando-se o sigilo necessário à elucidação dos fatos




