Juliane Vieira, que teve mais de 60% do corpo queimado durante resgate em prédio, segue em recuperação
A advogada Juliane Vieira apareceu publicamente pela primeira vez após receber alta médica depois de passar três meses internada por conta de um incêndio em Cascavel, no oeste do Paraná. A jovem, que sofreu queimaduras em cerca de 63% do corpo ao salvar uma família presa em um apartamento, surgiu em uma prévia da entrevista concedida ao Fantástico, que irá ao ar no próximo domingo (8/2).
Em trecho divulgado, Juliane afirma que pretende relatar os detalhes do que viveu. “Eu vou explicar como tudo aconteceu e como eu consegui sobreviver a essa tragédia”, disse. Questionada sobre seu estado de saúde atualmente, Juliane respondeu de forma direta: “Tô bem”.
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A mulher de 28 anos se pendurou sobre uma caixa de ar condicionado para salvar familiares de um incêndio no PR (Reprodução: Divulgação)

A mulher de 28 anos se pendurou sobre uma caixa de ar condicionado para salvar familiares de um incêndio no PR (Reprodução: Divulgação)
Juliane recebeu alta em janeiro, após uma longa internação no Hospital Universitário de Londrina. Desde então, segue o processo de recuperação em casa, que ainda exige cuidados contínuos e acompanhamento especializado. Para auxiliar nesse período, amigos e familiares mantêm ativa uma campanha de arrecadação.
A mobilização é liderada por Alanna Koerich, amiga da advogada, que explicou nas redes sociais que Juliane ainda não consegue gravar vídeos para pedir ajuda diretamente. “Quando aconteceu o incêndio, recebi muitas mensagens de pessoas de várias áreas da saúde oferecendo ajuda, mas essas mensagens foram se perdendo”, relatou ela.
“Agora que ela está em casa, precisa continuar o tratamento. Então, quem se colocou à disposição, por favor, mande mensagem de novo”, completou ela. Segundo Alanna, Juliane necessita principalmente de acompanhamento com fisioterapeuta e psicólogo, além de recursos financeiros, já que nem todo o tratamento é coberto pelo SUS. “Muitas coisas ela consegue pelo SUS, mas muitas outras ela precisa arcar com os custos”, explicou.
Parte do valor arrecadado anteriormente foi usada para adaptar a casa às necessidades da advogada. “A gente teve que mobiliar tudo, e não são móveis comuns. Foi preciso comprar muitas coisa adaptada para receber a Juliane”, contou. Além disso, ela precisa de pomadas específicas para queimaduras, roupas adequadas e itens que não agravem seu quadro clínico. “Ela não pode dormir com qualquer lençol, precisa de roupa própria, medicamentos e de toda uma atenção contínua”, completou.
O incêndio aconteceu no dia 15 de outubro de 2025, em um apartamento do 13º andar. Imagens que circularam nas redes sociais à época mostram Juliane do lado de fora do prédio, pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando alcançar os familiares. Após conseguir retirar a mãe e o primo do local, ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.
Sueli sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, além de ter inalado fumaça, o que resultou em lesões nas vias respiratórias. Ela permaneceu internada por 11 dias no Hospital São Lucas, em Cascavel, até ser liberada. Pietro, por sua vez, foi transferido para Curitiba devido à inalação de fumaça e queimaduras nas pernas e nas mãos. O menino ficou 16 dias internado e recebeu alta no fim de outubro.




