Laudo e depoimentos derrubam a tese de acidente e reforçam a crueldade contra cão comunitário de Florianópolis
Durante uma reportagem do “Fantástico” neste domingo (1/2) sobre a morte do cachorro Orelha, o cão comunitário de Florianópolis (SC), novos detalhes chocantes foram expostos. Entre eles, Derli Royer, o médico-veterinário responsável pelo atendimento de emergência do animal, revelou como recebeu o animal na clínica.
As declarações do profissional derrubam qualquer tese de atropelamento ou fatalidade, reforçando a linha de investigação da Polícia Civil sobre maus-tratos intencionais e crueldade extrema. Segundo ele, o estado em que o cão chegou à clínica era de “choque”, evidenciando um ataque direcionado.
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Casinha onde o cão Orelha vivia recebe homenagensCréditos: @mmalupires (ig) | @myhoodbr

Casinha onde o cão Orelha vivia recebe homenagensCréditos: @mmalupires (ig) | @myhoodbr

Cão OrelhaReprodução: Instagram
Em entrevista, o veterinário descreveu um cenário de horror. “Lesões na cabeça, no olho, principalmente no lado esquerdo, e desidratado, sem quase nenhum movimento, não tinha reflexo”, relatou. Derli explicou que a equipe tentou todos os protocolos de resgate, incluindo soroterapia e manobras para reanimá-lo, mas a gravidade dos traumas cranianos foi irreversível.
“Ele veio a óbito logo em seguida”, lamentou. Ao ser questionado pela reportagem se os ferimentos poderiam ter sido causados por um acidente casual, o especialista foi categórico: “Uma agressão. Descarto um acidente”. A morte de Orelha, um animal dócil de cerca de 10 anos que vivia na região da Praia Brava, gerou uma onda de protestos após a divulgação de que um grupo de adolescentes de classe média alta estaria envolvido no crime.




