A atenção ao estresse vai além do bem-estar emocional: ele é um dos principais gatilhos das crises de enxaqueca e pode tanto desencadear quanto agravar a intensidade da dor
A influenciadora Virginia Fonseca chamou a atenção dos seguidores ao usar as redes sociais nesta semana para mostrar um presente inusitado que recebeu do namorado, o jogador Vini Jr., após uma crise de enxaqueca: um chinelo especial que, segundo ela, teria como proposta auxiliar no controle da ansiedade e do estresse. Mas qual é a relação entre a dor de cabeça crônica e o estresse? O portal LeoDias te explica.
Mais do que compartilhar momentos pessoais, Virginia costuma usar suas redes sociais para chamar a atenção do público sobre a importância do cuidado com a saúde, especialmente no que diz respeito ao tratamento e ao controle da enxaqueca, condição que a afeta e a motivou a buscar acompanhamento especializado. A atenção ao estresse, inclusive, vai além do bem-estar emocional: ele é um dos gatilhos importantes para as crises de enxaqueca e pode tanto desencadear quanto agravar a intensidade da dor.
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Vini Jr. presenteia Virginia Fonseca com chinelo para ajuda no controle do estresse. (Reprodução: Instagram)

Virginia e Vini Jr.Reprodução: Instagram

Doença é caracterizada pela inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhalFreepik

Virginia passa por aplicação de botox para diminuir enxaquecaInstagram
“Quando estamos sob tensão, nosso corpo libera hormônios como o cortisol e a adrenalina, que provocam alterações no sistema nervoso central e podem desencadear ou intensificar uma crise de enxaqueca. Para a pessoa com enxaqueca, que já tem um cérebro caracteristicamente hiper excitado, passar por situações de aflição, esgotamento e preocupações pode piorar um quadro que ela já vive, deixando o cérebro ainda mais em sofrimento e, com isso, mais sintomático”, explica a médica neurologista Thais Villa.
Além da dor de cabeça, um dos sintomas mais conhecidos da enxaqueca, a doença também pode provocar fotofobia (sensibilidade à luz, especialmente às mais brilhantes); fonofobia (sensibilidade ao som, particularmente aos mais altos); osmofobia (sensibilidade ao cheiro); aura (alterações na visão); dormência; formigamento; fraqueza de um lado do corpo; dores no pescoço e nos ombros; sensação de tontura ou vertigem; zumbidos no ouvido; náusea, com ou sem vômitos; pálpebras inchadas e olhos lacrimejantes; obstrução nasal ou nariz escorrendo; dor facial; bruxismo; taquicardia; pressão alta ou baixa; mal-estar e cansaço; dificuldade de concentração e memória; e até alterações de humor.
“A enxaqueca tem um custo físico altíssimo: dor de cabeça latejante que não passa, náusea que torna impossível a alimentação, tontura que transforma tarefas simples em grandes desafios, luminosidade e som que torturam a pessoa, confusão e lentidão cerebral, palavras que travam no meio da fala, rigidez no pescoço e corpo sobrecarregado pela fadiga. Tudo isso contribui para aumentar ainda mais os quadros de estresse e compromete a saúde como um todo”, destaca Villa.
Diagnóstico e tratamento
A enxaqueca é uma doença de causa hereditária e sem cura que afeta 15% da população mundial, segundo a OMS. Apesar da gravidade da condição, ainda há muito desconhecimento sobre o diagnóstico correto, que deve ser feito por neurologistas especializados.
“O tratamento ideal não se limita à prescrição de medicamentos pontuais. A enxaqueca exige uma abordagem multidisciplinar e integrada. O Tratamento 360º é uma estratégia que considera o paciente em todas as suas particularidades. Recursos modernos, como o uso de toxina botulínica (botox) e anticorpos monoclonais anti-CGRP, têm se mostrado altamente eficazes no controle da doença”, explica Thais Villa.




