O país sofreu um ataque de forças dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e atingiu instalações em Caracas
O governo brasileiro decidiu enviar 100 toneladas de medicamentos e insumos de saúde para a Venezuela, após a destruição do principal centro de distribuição de medicamentos do país, que sofreu uma invasão militar dos Estados Unidos no último sábado (3/1). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (8/1) por meio do Ministério da Saúde.
O ataque conduzido por forças dos Estados Unidos resultou no sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro e atingiu instalações logísticas em Caracas. O maior depósito de remédios do país foi atingido e teve o fornecimento de tratamentos essenciais comprometido.
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Nicolás Maduro usando terno e com semblante sérioReprodução Wikimedia Commons

Trastuzumabe EntansinaFoto: João Risi/MS

Nicolás MaduroRicardo Stuckert / Presidência da República

Trump anuncia que EUA vão assumir administração da VenezuelaFoto/Fox

Força Nacional do SUS (FNSUS)Foto: Igor Evangelista/Ministério da Saúde
Como forma de ajuda, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a ajuda humanitária. A primeira remessa, com cerca de 40 toneladas, está prevista para ser enviada nesta sexta-feira (9/1), com foco no atendimento de cerca de 16 mil pacientes venezuelanos.
De acordou com o governo brasileiro, o envio tem como objetivo garantir a continuidade do tratamento de mais de 10 mil pacientes venezuelanos que dependem de hemodiálise.
Na lista de materiais que devem ser enviados estão medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções utilizadas nos procedimentos de diálise. Segundo informou o governo, os insumos foram obtidos a partir de doações de hospitais universitários e instituições filantrópicas brasileiras.
Alexandre Padilha, ministro da Saúde, ressaltou que a doação não compromete o atendimento de pacientes brasileiros que realizam diálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, os estoques nacionais permitem o envio do material sem impacto na assistência dos quase 170 mil pacientes do Brasil.
A previsão é de que os envios ocorram ao longo da próxima semana, conforme a logística de transporte e recebimento no país vizinho. A primeira carga será transportada em um avião venezuelano e as doações estão armazenadas no centro logístico do Ministério da Saúde, em São Paulo.
Na última quinta-feira (8/1), o ministro Padilha enviou uma carta à ministra da Saúde da Venezuela, Magaly Gutiérrez, manifestando apoio pela população afetada pela destruição do centro de distribuição de medicamentos.




