Donald Trump defendeu ação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês); prefeito e governador contestam
Uma onda de protestos invadiu os Estados Unidos nesta quarta-feira (7/1) após uma mulher ser baleada e morta por agentes de imigração do país. A vítima, de 37 anos, foi atingida durante uma operação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês), em Minneapolis. Cidades como Miami, Nova Orleans e Nova York também registraram protestos.
De acordo com as autoridades locais, os protestos pela morte da vítima, identificada como uma cidadã norte-americana, atraíram mais pessoas manifestantes do que os realizados após a morte de George Floyd, em maio de 2020, na mesma cidade. Em Nova York, o ponto de encontro de mais de 400 manifestantes foi um escritório regional do ICE.
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Mulher é morta a tiros por agente de imigração dos EUAFoto: Reprodução – AP Photo/Tom Baker

Mulher é morta a tiros por agente de imigração dos EUAFoto: AP Photo/Tom Baker

Donald TrumpFoto: Reprodução/ABC
Os protestantes gritavam palavras de ordem e empunhavam cartazes contra o departamento. “ICE fora de Minnesota” e “ICE é a Gestapo de Trump”, diziam algumas das placas, em referência a força policial política da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
A morte da mulher durante a ação do departamento foi registrada em vídeo por testemunhas. As imagens compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que agentes se aproximando do carro. Um dos policiais atira após o carro arrancar. Em comunicado, o Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que “manifestantes violentos” tentaram atropelar os agentes.
“Um agente do ICE, temendo por sua vida, pela vida de seus colegas e pela segurança pública, disparou em legítima defesa. Ele usou seu treinamento e salvou sua própria vida e a de seus colegas”, acrescentou. Em suas redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump também defendeu a ação e afirmou que a mulher tentou atropelar o agente de forma “violenta” e “deliberada”.
O prefeito Jacob Frey e o governador do estado de Minnesota, Tim Walz contestaram a versão da DHS e do presidente norte-americano.




