O Ministério da Igualdade Racial divulgou, nesta sexta-feira (26/12), uma nota oficial de repúdio ao caso de racismo envolvendo a cantora Ludmilla e o apresentador Marcão do Povo. O posicionamento do órgão ocorre após a artista tornar público o motivo pelo qual recusou uma homenagem que seria realizada pelo SBT.
Na nota, o Ministério afirmou que “repudia e manifesta solidariedade” à cantora e destacou que práticas racistas violam direitos fundamentais.
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Ludmilla se manifesta sobre megaoperação da PM no RioReprodução/Instagram/@ludmilla

Ludmilla é apontada como um dos destaques da música latina globalReprodução: Rolling Stone US

Próximo álbum de Ludmilla terá músicas de R&B, gênero tipicamente americanoCrédito: @lyzaoliv
“O racismo, independentemente do espaço em que é praticado, fere a dignidade, reforça desigualdades históricas e fragiliza a democracia. Racismo é crime e não pode ser naturalizado, normalizado ou ignorado, assim como a liberdade de expressão não pode ser confundida com autorização para desrespeitar e praticar violências”, constata a nota.
O episódio citado remonta a janeiro de 2017, quando Marcão do Povo, então no programa A Hora da Venenosa, da Record, utilizou o termo “macaca” ao se referir à cantora. O caso teve ampla repercussão à época e voltou a ser debatido após a manifestação pública de Ludmilla.
Em desabafo nas redes sociais, a artista explicou a decisão de recusar a homenagem do SBT. Segundo ela, não poderia aceitar um tributo de uma emissora que, de acordo com sua avaliação, continua oferecendo espaço e visibilidade a pessoas envolvidas em episódios de racismo. A cantora afirmou que sua decisão está diretamente relacionada ao histórico envolvendo o apresentador, citado por ela como responsável pela ofensa registrada em 2017.
O posicionamento do Ministério da Igualdade Racial reforça a gravidade do caso e se soma às manifestações públicas em defesa da cantora, ressaltando a importância do enfrentamento ao racismo em diferentes esferas da sociedade.




