Meu filho não faz ideia do quanto aquela cena, tão simples e tão rápida, se tornou inesquecível para mim. Era só mais um dia comum, ou pelo menos parecia ser.
Eu o deixava na casa da minha mãe para conseguir trabalhar, já sabendo que não tinha a menor previsão de retorno. Eram muitas reuniões, prazos apertados e projetos que precisavam ser entregues e aprovados.
Minha cabeça era um espiral infinito de responsabilidades, compromissos e pensamentos sobre tudo o que precisava ser feito.
Mas naquele dia, algo aconteceu.
Estávamos voltando do psicólogo, e enquanto ele caminhava até a portaria, eu o observava pelo retrovisor lateral. Ele seguia andando daquele jeito único dele: sem linearidade alguma. Fazia ondulações com o corpo, rodopiava no próprio eixo, olhava para o céu como se estivesse descobrindo algo novo, e então abriu os braços largos, leves, soltos, enquanto se aproximava do portão.
Foram sete segundos. Apenas sete.
Mas aqueles sete segundos foram suficientes para transformar a pessoa mais ansiosa em uma pessoa completamente serena. Ali, no silêncio que só uma mãe consegue ouvir dentro da própria mente, percebi que meu filho estava me ensinando algo essencial. Ele me ensinava a abrir os braços.
A partir daquele dia, comecei a perceber como esse gesto contém uma sabedoria que nós, adultos e especialmente empreendedores, esquecemos ao longo da vida. E foi pensando nisso que compreendi: todo empreendedor deveria aprender a abrir os braços.
Coisas que todo empreendedor deveria fazer:
Quando tem muita coisa pra fazer, olhe para os detalhes: como a xícara de café que você segura todas as manhãs. Talvez ela não te traga respostas, mas pode te dar sentido. A vida é feita de micro contornos que nos lembram que ainda existe beleza no meio do caos. É assim que você volta para si.
Quando não souber o que fazer para tomar uma decisão, abra uma janela: Não precisa ser a mais bonita, nem a que dá para a vista mais inspiradora. Apenas abra. Olhe para fora. Mesmo quando tudo parece escuro, as luzes externas continuam acesas, e muitas vezes é essa luz indireta que ilumina a ideia que você precisava.
Quando tiver muitas tarefas e não souber por onde começar, abra os braços: Coloque sua música favorita. Deixe que a música te abrace primeiro, para depois você se permitir seguir. Não é sobre produtividade. É sobre completude. Sobre sentir que existe um momento, dentro do seu próprio tempo, em que você pode simplesmente respirar.
E quando você tiver um objetivo, mas a motivação estiver fraca, lembre-se dos detalhes que te fizeram continuar até aqui: O sorriso da sua avó quando você chegou com boas notícias. Seu filho brincando na chuva como se fosse dono do mundo. Seu cachorro pedindo biscoito com aquele olhar impossível de ignorar.
E sabe por que tudo isso importa?
Porque não é sobre se sentir produtivo. Não é sobre se sentir motivado a continuar, como se você fosse uma máquina que precisa funcionar o tempo todo.
É sobre se sentir amado, aprender a driblar o peso do dia e aceitar seus próprios momentos de leveza, de paz e de encontro com seu interior.
Meu filho me ensinou, sem saber, a viver o presente, independente de todas as circunstâncias, não é controlar o caminho, mas perceber a dança do caminho enquanto caminhamos.
E agora eu deixo para você:
Já abriu seus braços hoje?
Pensar com Arte é Pensar Diferente.
Aimée é uma planejadora urbana com mais de 15 anos de experiência em Marketing, consultora de pós-graduação em NeuroMarketing, Artista Visual internacional e CEO da Tkart, uma empresa internacional de marketing.
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