Se ninguém nunca chegou até você falando ou questionando sua forma de viver, parabéns. Você está livre daqueles pensamentos que fazem a gente se sentir diminuída, com o mal-estar do “por que eu não sirvo pra nada?”.
Nossa forma de viver se baseia em tantas coisas que não dá pra definir apenas pelo ambiente do hemisfério norte ou sul que nos influencia ou pela genética que carregamos.
Quando escuto a frase de Sartre passando nos meus ouvidos “Somos aquilo do que fazem de nós”, penso que é uma das maiores verdades que um ser humano precisa ouvir.
O outro define muito do que somos, mesmo a gente não querendo. Não porque nos controla, mas porque carregamos referências que não desaparecem quando crescemos; apenas somamos com o tempo e com as pessoas que passam pela nossa vida.
Quando levo isso para o mundo empreendedor, vejo que uma das grandes perguntas é: “Como está a situação mundial em que vivemos?”. E acredito que hoje isso se firma bastante por duas situações em temas que no fim temos: o momento pós-Covid e o fato de o mundo estar envelhecendo.
E é aqui que entra meu questionamento sobre cuidado, autoconhecimento e essas promessas todas. Por que há tanta gente vendendo esse tipo de temática nos serviços e produtos, se no fundo elas mesmas deixam de fazer o que pregam?
É hipocrisia dizer que quer cuidar de alguém seja como gestor, consultor ou líder, e não ter tempo nem no fim de semana para descansar.
E novamente volto a questionar, por que diacho nas redes sociais em um formato geral querem falar de autocuidado? Por que as pessoas procuram o tempo todo se mostrar superiores às outras?
Também não acredito que “merecer” seja reconhecimento. Tenho 16 anos de mercado e nunca vi ninguém dizer que eu cheguei onde cheguei por merecimento.
Em um mundo mercadológico competitivo, em busca constante de lucro, o que mais vejo é gente usando o discurso do “quero ver se você é bom” para se aproveitar do que você acredita, do que você sonha, tentando mostrar “o que funciona” e depois encontrar outras pessoas e criar ciclos viciosos.
E não escrevo isso em um tom pessimista, mas para lembrar que precisamos tomar cuidado ao lançar algo como o suprassumo da saúde ou da melhor forma de viver.
Acho muito bonito quando vejo aquela pessoa toda tatuada, baixinha, com roupa alternativa, metade do cabelo cortado e a outra metade comprida, médica, com um cigarro que você nem sabe identificar, sem filhos, com um carro, um cachorr e que olha para todos sem se importar com nada.
Quebrar os paradigmas de uma vida perfeita.
Porque ela entende, de alguma forma, que pode ser ela mesma. Ou, na tentativa de ser ela, encontrou um denominador comum: transformar-se só se quisesse. E independente das escolhas, o bem-estar que encontrou estava ali.
O mais bonito, quando vejo meus clientes e quando dou consultoria para empreendedoras, é se perceberem brilhando, não como um gesto de autocuidado imposto ou exibido, mas por entenderem que ajudar não é obrigar, nem ostentar.
É simplesmente melhorar o que era necessário: um colchão melhor, uma consultoria para salvar uma padaria que quase ia falir, mais atenção para professoras que ensinam mulheres a cuidar de idosos.
E dentro do mundo mercadológico, vejo o autoconhecimento se transformar em ruína quando é obrigado a ser inserido na vida das pessoas, como se fosse uma obrigação sentir, escolher e vivenciar.
Nada disso deve ser imposição. Deve ser, definitivamente, o que te faz feliz.
Pensar com Arte é Pensar Diferente.
Aimée é uma planejadora urbana com mais de 15 anos de experiência em Marketing, consultora de pós-graduação em NeuroMarketing, Artista Visual internacional e CEO da Tkart, uma empresa internacional de marketing.
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