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O Riacho City voltou a ser manchete no futebol do Distrito Federal, mas não pelos resultados em campo. No último sábado (6/9), na derrota por 1 a 0 para o Candango, no Estádio Rorizão, o clube trocou todo o elenco momentos antes da bola rolar. A situação, marcada por discussões, intervenção da Polícia Militar e acusações públicas de abandono, expôs mais uma crise nos bastidores do time presidido por Antônio Teixeira.
De acordo com relatos, a equipe vinha treinando há quase três meses para disputar a competição. Porém, na segunda rodada do campeonato, o presidente decidiu afastar comissão técnica e jogadores que vinham atuando e levou para o jogo um grupo de 13 atletas, montado, aparentemente, de última hora. A troca foi feita com uma simples lista manuscrita, entregue à arbitragem minutos antes da partida.

Apesar da medida inusitada, os novos nomes estavam devidamente registrados no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o que impede qualquer punição por irregularidade. Ainda assim, a troca provocou forte reação. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram jogadores da equipe afastada afirmando não ter recebido salários em dois meses de trabalho. “Fizemos foi gastar”, desabafou um dos atletas. Todos foram retirados do estádio antes da bola rolar.
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Na prática, os titulares do empate na estreia contra o Luziânia ficaram fora: Renan, Sebastyan, Danilo, Kauan Luva, Livinho, Dani Bocão, Tripinha e Noleto. Dos 13 que entraram em campo contra o Candango, apenas Marcus Viny já havia defendido o clube no jogo anterior e em posição diferente: de goleiro no primeiro jogo, passou a atuar como jogador de linha, vestindo a camisa 6.
A súmula da arbitragem detalhou problemas administrativos. Não houve registro de comissão técnica no sistema e, segundo o relatório, por “inconsistência” não foi possível incluir na ficha oficial nomes como Marco Antônio Alves da Silva (assistente), Ely Emerson Alves Brito (massagista) e Eurisvan de Lira Milagre (treinador de goleiros). Para completar, o clube sequer pagou a taxa do delegado da partida.
Até o fechamento da matéria, não havia manifestação do presidente ou outros dirigentes do clube sobre o caso. O episódio soma-se a outros episódios de turbulência na história recente do Riacho City, antigamente conhecido como Bolamense no futebol da capital federal, reforçando a imagem de um clube marcado mais pelas polêmicas fora de campo do que pelos resultados dentro dele. Na terceira rodada, possivelmente com os novos jogadores, a equipe mede forças com o Planaltina.
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