O FII XP Malls (XPML11) assinou compromisso para a venda de participação em nove shoppings que compõem atualmente o portfólio do fundo. A operação está estimada em R$ 1,6 bilhão, de acordo com comunicado ao mercado divulgado pelo fundo nesta sexta-feira (29).
Segundo o documento, o negócio foi fechado com a Riza Real Estate Gestora, que estaria estruturando um novo fundo imobiliário. A operação envolve os seguintes empreendimentos:
- 45,00% do Tietê Plaza Shopping, localizado em São Paulo/SP;
- 15,00% do Partage Santana Shopping, localizado em São Paulo/SP;
- 25,00% do Campinas Shopping, localizado em Campinas/SP;
- 20,00% do Grand Plaza Shopping, localizado em Santo André/SP;
- 17,50% do Caxias Shopping, localizado em Duque de Caxias/RJ;
- 100,00% do Shopping Downtown, localizado no Rio de Janeiro/RJ;
- 40,00% do Shopping Metropolitano Barra, localizado no Rio de Janeiro/RJ;
- 39,99% do Shopping Ponta Negra, localizado em Manaus/AM;
- 14,31% do Shopping Bela Vista, localizado em Salvador/BA.
Impacto nos dividendos
Segundo comunicado do XP Malls, o fundo receberá 68% do valor da transação à vista. O restante, 32%, será quitado em até cinco anos.
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A venda vai gerar uma liquidez de aproximadamente R$ 1 bilhão, acrescenta o documento, e representa um ganho de capital de R$ 278 mil – potencial distribuição bruta de dividendos de R$ 4,90 por cota.
Racional da operação
A gestão do XP Malls explica que a transação segue a estratégia do fundo de compor um portfólio de participações minoritárias em ativos relevantes do mercado, administrados pelos principais players.
“Dessa forma, a composição dos ativos a serem alienados transforma participações atualmente majoritárias do XP Malls em minoritárias, em linha com sua estratégia”, destaca o comunicado divulgado sobre a venda das frações dos shoppings. “Além de alienar integralmente ativos que perderam representatividade no portfólio pelo crescimento natural do fundo”, segue o texto.
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Os gestores do XP Malls explicam também que a conclusão da operação injetará liquidez relevante no fundo, “capaz de reforçar sua estrutura de capital e disponibilidade imediata para honrar com as contas à pagar de aquisições de ativo”.
Em relatório gerencial, o fundo já chamava a atenção para a necessidade de caixa até o final de 2025 e a possibilidade de alienações de ativos.
“Isso significa que a diferença entre as obrigações já assumidas e o somatório dos valores a receber, saldo em caixa e disponibilidades resulta em um caixa negativo de aproximadamente R$ 347 milhões ao final desse ano”, destaca o relatório. “[Esse] valor poderá ser alterado a medida que o Fundo realize novas transações de compra ou venda de ativos ao longo de 2025”, complementava o texto divulgado pelo fundo, que destacava adicionalmente uma dívida de R$ 560 milhões.
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Como fica o fundo agora?
A venda anunciada nesta sexta-feira (29), diz a equipe de gestão, também ajudará a manter o atual patamar de distribuição em R$0,92 por cota por um período mais longo, além de melhorar os indicadores operacionais do Fundo.
Vale lembrar que a conclusão do negócio ainda depende de condições previstas no contrato e que devem ser superadas em até 90 dias pela Riza.
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Atualmente, a carteira imobiliária do XPML11 é composta por 26 shopping centers, os quais possuem, em conjunto, área bruta locável (ABL) de aproximadamente 964 mil metros quadrados e mais de 5 mil lojas.
