“Alcolumbre deixou claro que o Senado não vai se curvar à chantagem”, afirma Randolfe

Desde terça-feira (5/8), a oposição aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro protesta por uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e pela análise de pedidos de impeachment de ministros do STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta quarta-feira (6/8) que não aceitará qualquer forma de “chantagem” por parte da oposição aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ocupou a mesa diretora do Senado em protesto contra a prisão domiciliar do ex-chefe do Executivo.

A declaração foi feita durante reunião do colégio de líderes, realizada na Residência Oficial do Senado. Na ocasião, Alcolumbre determinou a desocupação do local até a próxima segunda-feira (11/8) e convocou uma sessão virtual para quinta-feira (7/8), às 11h, com o objetivo de votar o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda contribuintes com renda mensal de até dois salários mínimos, ignorando, assim, a obstrução imposta pelos oposicionistas.

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Davi Alcolumbre, Presidente do Senado FederalFoto: Senado Federal

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Alcolumbre prorroga por mais 60 dias medidas provisórias sobre IOF, energia elétrica e saúdeFoto: Andressa Anholete/Agência Senado

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Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União/AP)Foto: Jefferson Rudy/Senado Federal

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Alcolumbre diz que vai promulgar aumento de deputados se Lula não sancionarFoto: Saulo Cruz/Agência Senado


Ainda durante o encontro, Alcolumbre foi categórico ao tratar do processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo ele, a tramitação desse tipo de pedido é uma prerrogativa “única e exclusiva” do presidente do Senado — e essa autonomia será mantida. As informações são do portal Metrópoles.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), reforçou a posição de Alcolumbre: “O presidente Davi deixou claro que acatar um pedido de impeachment é atribuição exclusiva dele e que isso só ocorrerá se houver elementos que o justifiquem. Nada será pautado à força ou por chantagem. Ele não irá se curvar.”

Parlamentares presentes à reunião classificaram a ação dos bolsonaristas como uma tentativa de “sequestro” do plenário. Além de Alcolumbre, os demais líderes também demonstraram forte insatisfação com a postura da oposição e com a paralisia legislativa provocada pela ocupação.

O encontro teve duração aproximada de três horas e contou com a presença de poucos integrantes da oposição, entre eles o líder Rogério Marinho (PL-RN), que, um dia antes, havia criticado a falta de diálogo com a presidência do Senado. Após a reunião, representantes da ala bolsonarista, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), chegaram à Residência Oficial para uma conversa separada com Alcolumbre. Apesar disso, o presidente do Senado garantiu aos demais líderes que manterá sua postura firme.

Entenda o caso

Desde terça-feira (5/8), parlamentares da oposição ocupam os plenários da Câmara e do Senado em protesto contra a prisão de Jair Bolsonaro e em defesa de uma anistia ampla aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A movimentação também visa pressionar pela análise de pedidos de impeachment de ministros do STF, principalmente Alexandre de Moraes.

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