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Octacampeão do Candangão, o Brasília Futebol Clube está de volta às atividades profissionais de futebol. Rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Candango em 2023, a equipe alegou dificuldades financeiras e optou por não disputar a última edição do torneio. Após o período de inatividade, no ano do cinquentenário, o Colorado busca reconstrução fora das quatro linhas. Nos bastidores, os trabalhos já começaram. Na diretoria, o reforço de um velho conhecido: Philyppe Réquia, diretor de futebol do clube entre 2021 e 2023, está de volta ao clube, desta vez como executivo. O dirigente conversou com a reportagem do Distrito do Esporte e detalhou os desafios da nova fase do time.
Réquia deixou o clube após o rebaixamento no Candangão de 2023, quando o Brasília terminou na última colocação. No mesmo ano, assumiu a diretoria do Paranoá, onde permaneceu durante a temporada de 2024. À frente da Cobra Sucuri, conduziu o time à quinta colocação no campeonato. Ao explicar a decisão de trocar a elite candanga por um projeto de reconstrução, destacou motivação além das quatro linhas. “Estava muito satisfeito com o trabalho no Paranoá e sou grato pela oportunidade e pela confiança. Mas o que motivou o retorno ao Brasília foi algo maior: identificação profunda com o clube, a história e o projeto em desenvolvimento”, destacou.
Na primeira passagem, iniciada em 2021, a missão já era semelhante: recolocar o Brasília no caminho das conquistas e de volta à elite do futebol local. Agora, o foco ultrapassa os resultados esportivos. “A Segundinha é o primeiro passo de um projeto maior, que vai além do acesso: queremos construir um Brasília forte, estruturado, capaz de voltar ao lugar de destaque que a sua torcida tanto sonha. É um trabalho que envolve paixão, compromisso e a certeza de que estamos ajudando a regastar um gigante”, explicou Réquia. “O que buscamos agora é desenvolver a dignidade administrativa e financeira que a história do clube merece”, continuou..
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Após dois anos afastado, o dirigente acredita estar mais preparado para enfrentar os desafios. Para ele, a experiência recente serviu como um período de evolução pessoal e profissional. “Nesse período em que estivemos separados, tanto eu quanto o Brasília evoluímos. No meu caso, foi um tempo de amadurecimento como gestor e como pessoa. As experiências em outros clubes me deram uma visão mais ampla sobre planejamento estratégico, gestão de grupo e tomada de decisão em momentos de pressão. Aprendi a ser ainda mais resiliente, a ouvir mais e a buscar soluções criativas diante dos desafios. Voltar ao clube, é acima de tudo, um compromisso com a reconstrução e com a torcida, que merece ver o clube de volta ao lugar que lhe pertence”, afirmou.
A retomada das atividades profissionais será apenas o primeiro de muitos desafios para a nova diretoria. O clube, dono de oito títulos do Campeonato Candango, vive um longo período de instabilidade, marcado por dívidas e dificuldades financeiras acumuladas ao longo de diversas gestões. Em 2024, o Brasília ficou fora de todas as competições organizadas pela FFDF, desde as categorias de base – sub-11, sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20 – até a Segunda Divisão profissional. ““Nosso foco hoje é a reconstrução do Brasília. Estamos trabalhando com muito empenho para reorganizar o clube, colocar a casa em ordem, criar processos mais transparentes, profissionais e responsáveis”, finalizou Réquia.
Por enquanto, não há data para a estreia na Segunda Divisão do Campeonato Candango. A participação do clube, assim como outros detalhes sobre a competição, depende do conselho arbitral da Federação, ainda sem data definida.
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