Programa da Sejus-DF registra 1.163 acolhimentos em um ano e três meses e amplia rede de tratamento voluntário
Em um ano e três meses de atuação sob o Decreto nº 47.423, de 8 de julho de 2025, o programa Acolhe DF já realizou 1.163 acolhimentos no Distrito Federal. Desses, 517 pessoas aceitaram voluntariamente o encaminhamento para comunidades terapêuticas conveniadas, onde recebem acompanhamento especializado no tratamento da dependência química, conforme dados da Secretaria de Justiça e Cidadania.
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Coordenado pela Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed), o programa atua em parceria com outras secretarias do GDF e administrações regionais. As ações concentram-se no Plano Piloto, mas também alcançam Taguatinga, Ceilândia e o Hotel Social, com foco na abordagem, no acolhimento e no encaminhamento voluntário de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Somente nos últimos 45 dias foram registrados 110 acolhimentos, sendo 57 voltados a pessoas em situação de rua e 53 realizados por demanda espontânea via Subed ou pelo telefone (61) 98314-0639. As tendas itinerantes instaladas nas asas Sul e Norte têm contribuído para ampliar o acesso e esclarecer dúvidas da população sobre as opções de tratamento disponíveis.
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O programa prioriza o respeito à autonomia de cada pessoa, oferecendo orientações claras e acompanhamento contínuo desde o primeiro contato até a efetivação do tratamento.
Para o subsecretário Diego Moreno, a adesão ao tratamento depende de escuta qualificada e apresentação respeitosa das possibilidades de cuidado. Histórias como a de Roberto Silva, 39 anos, que aceitou o encaminhamento após abordagens na Rodoviária do Plano Piloto, ilustram como o diálogo persistente permite que indivíduos superem resistências iniciais e busquem reorganizar suas vidas.
“É preciso ouvir, compreender a realidade de cada pessoa e apresentar as possibilidades de cuidado com clareza e respeito. Quando alguém decide aceitar esse apoio, damos um passo importante para que possa iniciar o tratamento e construir novas perspectivas para a própria vida”, afirma Diego Moreno, subsecretário de Enfrentamento às Drogas.
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