O JP Morgan manteve a recomendação de venda para a Companhia Energética de Minas Gerais, a Cemig (CMIG4), com preço-alvo inalterado para o final de 2027 de R$ 13. Para o banco, as incertezas em relação aos resultados são maiores do que a possibilidade de surpresas positivas.
O cenário-base do banco pressupõe que a Cemig já opere de maneira bastante eficiente, mas agora as iniciativas de eficiência devem se manter mais limitadas.
De acordo com os analistas, dois pontos geram mais dúvidas: as questões sobre os recebíveis regulatórios e o impacto das eleições estaduais na operação, como as discussões sobre privatização da rede.
Segundo o banco, normalmente, as eleições são encaradas como potencial catalisador para a Cemig, por ser uma das poucas empresas de utilities estatais. Mas, depois de dois mandatos em que as expectativas de privatização não se concretizaram, os analistas tomaram uma postura mais cautelosa.
Antes de incorporar ao preço qualquer nova probabilidade de privatização, o JP Morgan informou que irá aguardar evidências mais concretas.
O entusiasmo também é baixo quando se trata dos regulatórios. Mesmo com algum potencial de alta decorrente dessas discussões, o banco acredita que esse cenário não deve se concretizar no curto prazo.
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Em parte, porque a compensação financeira parece limitada por decisões judiciais. Além disso, os processos judiciais relacionados ao déficit hídrico só seriam prováveis em renovações de concessões não competitivas; o que não é esperado.


