Água e atividade nuclear atraem óvnis, diz ex-oficial do Pentágono

Luis Elizondo relata no livro a tese que guiou o programa AATIP

O ex-oficial do Pentágono Luis Elizondo, que chefiou o Programa de Identificação de Ameaças Aeroespaciais Avançadas (AATIP), afirma no livro Iminente — Os bastidores da caçada do Pentágono a óvnis que os fenômenos anômalos não identificados (UAPs) aparecem com mais frequência perto de água e de atividade nuclear.

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“UAPs e a água são como waffles e xarope de bordo: onde está um, está o outro”, escreve. Relata ainda que avistamentos teriam ocorrido junto a tecnologia nuclear e grandes massas d’água, e que Three Mile Island, Chernobyl e Fukushima teriam funcionado como “ímãs” dias ou meses após acidentes.

Elizondo atribui a Harold “Hal” Puthoff a hipótese de que as naves extrairiam energia de hidrogênio da água, o que explicaria deslocamentos sem propulsão visível. A tese é apresentada como especulação de bastidor, não como consenso científico.

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O livro descreve ainda um plano do AATIP, chamado Operação Intruso, para concentrar meios nucleares navais na costa leste dos Estados Unidos e coletar dados caso UAPs se aproximassem. A operação é relatada como projeto de estudo, sem registro de execução no trecho divulgado.

Publicado no Brasil pela HarperCollins em abril, o volume narra a passagem de Elizondo pelo Departamento de Defesa e a pressão que o tema sofreu, segundo o autor, de setores religiosos e da indústria aeroespacial.

As afirmações partem de um relato memorialístico. Não há, no material, confirmação independente de origem extraterrestre nem de captura de objeto.

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