Paulo Sá defende desenvolvimento planejado para todas as regiões do DF


Por: Fernanda Gotti Klein


Candidato a deputado federal pelo Avante afirma que crescimento de Brasília precisa vir acompanhado de infraestrutura, educação, saúde, mobilidade e oportunidades

O crescimento de Brasília precisa ser acompanhado de planejamento e de investimentos capazes de melhorar a qualidade de vida da população. Essa é uma das defesas do candidato a deputado federal Paulo Sá, que propõe um olhar mais integrado para as diferentes regiões administrativas do Distrito Federal.

Para Paulo, discutir o futuro de Brasília exige ir além do crescimento físico das cidades. O desenvolvimento, segundo ele, precisa considerar a rotina de quem vive nas regiões administrativas e garantir que a expansão urbana seja acompanhada de serviços públicos, infraestrutura e oportunidades.

“Eu não quero discutir apenas quanto Brasília vai crescer. Quero discutir como Brasília vai crescer e como esse crescimento vai melhorar a vida de quem mora aqui”, afirma.

A preocupação ganha relevância diante das transformações pelas quais algumas regiões do DF vêm passando. Em Brazlândia, cidade onde Paulo nasceu e cresceu, por exemplo, o aumento da oferta habitacional coloca em discussão a necessidade de ampliar a infraestrutura e preservar os avanços conquistados pela comunidade.

O candidato defende que novas moradias precisam estar acompanhadas de planejamento para áreas como saúde, educação, transporte, segurança e geração de oportunidades.

Desenvolvimento precisa chegar às regiões

Na avaliação de Paulo Sá, Brasília não pode ser pensada apenas a partir do centro administrativo e político do Distrito Federal.

“Brasília não termina no Plano Piloto. Cada região tem suas necessidades, seus desafios e também seu potencial de desenvolvimento. ”

A proposta passa por aproximar oportunidades da população. Um dos exemplos apresentados pelo candidato é a defesa da implantação de instituições de ensino superior em Brazlândia.

Segundo Paulo, muitos jovens da região precisam enfrentar longos deslocamentos para estudar, perdendo horas no trânsito que poderiam ser utilizadas para estudar, trabalhar ou estar com a família.

A ideia defendida pelo candidato é levar uma faculdade pública e uma instituição privada para a cidade, ampliando o acesso ao ensino superior e, ao mesmo tempo, estimulando a economia local.

“Qualidade de vida também é conseguir estudar e trabalhar perto de casa. ”

Paulo Sá

Planejamento também envolve saúde e tecnologia

Na área da saúde, Paulo defende o uso de tecnologia para ampliar o acesso aos serviços e tornar o atendimento mais eficiente.

Entre as propostas está a utilização da telemedicina como ferramenta de apoio, especialmente em situações nas quais o atendimento inicial ou o acompanhamento podem ser realizados remotamente.

A ideia é utilizar a tecnologia para facilitar o acesso a profissionais especializados, reduzir deslocamentos desnecessários e contribuir para diminuir a pressão sobre hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde.

Para o candidato, a discussão sobre políticas públicas precisa estar ligada à eficiência da gestão.

“O cidadão não quer saber qual é o partido de quem está administrando. Ele quer ser atendido quando precisa. ”

Segurança diante do crescimento urbano

Outro ponto destacado por Paulo é a necessidade de planejamento da segurança pública diante do crescimento populacional.

Ao falar sobre Brazlândia, o candidato chama atenção para o impacto que a chegada de milhares de novos moradores pode provocar na estrutura da cidade.

Ele afirma ser favorável à chegada de novas moradias, mas defende que o crescimento seja acompanhado de medidas capazes de preservar a segurança e a qualidade de vida conquistadas pela população.

A mesma lógica, segundo Paulo, deve ser aplicada às demais regiões administrativas: planejamento urbano, serviços públicos e estrutura precisam caminhar juntos.

Um projeto de desenvolvimento para o DF

A visão apresentada por Paulo Sá também passa pela descentralização das oportunidades econômicas. Para ele, regiões administrativas possuem características próprias e podem contribuir de maneira mais significativa para o desenvolvimento do Distrito Federal quando recebem condições para isso.

A proposta envolve fortalecer educação, infraestrutura, mobilidade, saúde, segurança e geração de renda, criando condições para que as pessoas tenham mais oportunidades próximas de onde vivem.

“Potencial sozinho não produz desenvolvimento. É preciso planejamento, infraestrutura, educação e capacidade de execução. ”

Para Paulo, esse é o caminho para construir uma Brasília menos concentrada e com mais oportunidades distribuídas pelo território.

“Crescer também é planejar. E planejar é pensar nas pessoas que vão viver esse crescimento. ”

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