A investigação teve início após a prisão em flagrante de uma mulher, em abril de 2026, em uma agência do Banco do Brasil localizada na Asa Sul, em Brasília/DF.
Apurou-se que a investigada exercia atividade lícita como diarista, utilizando essa ocupação como rotina paralela à atuação no esquema criminoso.
Segundo os elementos colhidos, ela participava operacionalmente das fraudes, especialmente na abertura de contas bancárias em nome de terceiros e na tentativa de obtenção fraudulenta de crédito, recebendo, a cada ação, aproximadamente 20% do valor obtido como contraprestação por sua participação.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma estrutura criminosa com divisão definida de tarefas. Os elementos probatórios demonstraram que os investigados mantinham comunicação constante durante o planejamento e a execução das fraudes, compartilhando informações sobre vítimas, horários, locais de encontro, deslocamentos e andamento das operações bancárias.
A investigação apontou, assim, para uma atuação coordenada, com funções específicas e complementares, indicando estabilidade do vínculo e habitualidade na prática das fraudes. Diante dos elementos reunidos, foram requeridas quatro medidas de busca e apreensão em quatro endereços vinculados aos investigados, localizados em Formosa/GO e Samambaia/DF, com o objetivo de localizar elementos relacionados aos crimes investigados.
A Polícia Civil do Distrito Federal reafirma seu compromisso com o enfrentamento qualificado às fraudes bancárias eletrônicas e às associações criminosas especializadas em crimes patrimoniais, destacando a importância da investigação policial, da perícia criminal e da análise de evidências digitais para a identificação e desarticulação de estruturas criminosas que utilizam recursos tecnológicos para a prática reiterada de delitos.



