Segundo o jornal “Valor Econômico”, medida ocorre após sucessão de trimestres com prejuízos bilionários da varejista
A Casas Bahia fechou 298 lojas como parte de um plano de redução de despesas. Segundo o Valor Econômico, foram 600 demissões comunicadas na 5ª feira (13.ago.2026) e outras 1.300 planejadas para esta 6ª feira (14.ago), o equivalente a 6,7% da base de empregados.
O número total de demissões pode chegar a 3.000, conforme a reportagem. A medida ocorre depois de uma sucessão de trimestres com prejuízos bilionários. A quantidade de estabelecimentos fechados representa 28,7% do total de unidades da empresa no território nacional.
O Poder360 questionou a Casas Bahia sobre o plano de reestruturação, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.
GASTOS COM A REESTRUTURAÇÃO
Ainda não está claro quais serão os impactos financeiros dos cortes na empresa, já que reestruturações desse porte acarretam grandes gastos iniciais. Um dos motivos destacados para os prejuízos que levaram à medida é o endividamento da população, que reduziu o poder de compra.
Em 2024, a Casas Bahia entrou com um processo de recuperação extrajudicial que foi resolvido com negociações com credores, mas as altas despesas da varejista ainda afetam seu balanço.
O grande motor de vendas tem sido o canal digital próprio, reforçado pela comercialização via Mercado Livre, que registrou alta de 26% e puxou o faturamento bruto para R$ 8,8 bilhões (alta de 6,4%).
Esse avanço na internet compensou a perda de espaço do comércio físico e da plataforma de terceiros, ambos em queda. A rentabilidade sobre as vendas, por sua vez, manteve-se estável, com a margem bruta na casa dos 30,3%.
De acordo com o Valor, a varejista segue adiando pagamentos a lojistas de seu marketplace e tentando estender prazos de pagamento à indústria.




