A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR/DECOR) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (PRODEP/MPDFT) deflagram, na manhã de hoje (14), a Operação Cedro de Ouro.
Trata-se de inquérito policial instaurado para apurar possível esquema de lavagem de dinheiro envolvendo, inicialmente, dois investigados.
As diligências indicam a circulação, ocultação e dissimulação de valores de origem ainda não esclarecida, mediante sucessivos saques em espécie, entregas de grandes quantias em dinheiro e possível utilização de pessoas interpostas.
As investigações identificaram um modus operandi recorrente: um dos investigados realizava saques de elevados valores em espécie, inclusive quantias milionárias, em agências bancárias situadas nas proximidades da residência do segundo investigado.
Logo após as retiradas, o numerário era entregue diretamente a este ou repassado a terceiros que, na sequência, realizavam a entrega dos valores ao destinatário.
Somente nos últimos sete meses, os saques realizados pelo primeiro investigado aproximam-se de R$ 5 milhões, montante que corresponde a cerca de 283 vezes a capacidade financeira dele, circunstância que reforçou a necessidade de aprofundamento das investigações sobre a origem, o destino e a finalidade dos recursos movimentados.
Na ação de hoje foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, situadas na Asa Norte e em Sobradinho, sendo que foram apreendidos dispositivos eletrônicos documentos e, em uma das residências, a quantia de R$1.800.000,00 (um milhão oitocentos e setenta mil) em espécie.
As investigações continuam e correm sob sigilo. O nome Cedro de Ouro faz alusão à aparente solidez de uma estrutura financeira destinada à circulação de elevados valores em espécie, representada pelo cedro, enquanto o ouro simboliza o expressivo volume financeiro objeto da investigação.




