PCDF desarticula organização criminosa especializada na fraude de faturas de energia elétrica e lavagem de valores

Nesta terça-feira (11), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECOR), deflagrou a Operação “CRÉDITO NERO”, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada na fraude de faturas de energia elétrica e na lavagem de valores obtidos ilicitamente no Distrito Federal.

 Aproximadamente 100 Policiais Civis cumprem mandados judiciais de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais nas Regiões Administrativas de São Sebastião, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga e Sobradinho bem como em Águas Lindas/GO. Também foram expedidos mandados de prisão preventiva contra cinco investigados apontados como articuladores do esquema e operadores da lavagem dos recursos desviados. O esquema 

As investigações tiveram início a partir de ocorrência policial registrada em maio de 2024, quando um condomínio residencial localizado no Lago Norte comunicou à PCDF ter sido vítima de estelionato ao contratar um suposto intermediário que se apresentava como detentor de créditos junto à concessionária de energia elétrica, oferecendo o pagamento de faturas em atraso mediante deságio. 

Após meses de negociação e repasses via PIX, o condomínio foi surpreendido com a informação de que as dívidas, supostamente quitadas, continuavam em aberto, configurando prejuízo direto apurado em mais de R$ 345.000,00. 

A investigação identificou que o intermediário repassava a maior parte dos valores recebidos das vítimas a dois articuladores baseados em São Sebastião/DF, que se valiam de informações fraudulentas e, em tese, da inserção de dados falsos no sistema interno da concessionária para simular a baixa das faturas. 

Os recursos eram então pulverizados entre contas de terceiros (“laranjas”), familiares e empresas de fachada, num padrão típico de lavagem de dinheiro por fracionamento (“smurfing”

 Com o aprofundamento da apuração financeira a Polícia Civil identificou outras vítimas de fraudes semelhantes e mapeou uma movimentação financeira total, entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, muito superior a R$ 10 milhões de reais, incompatível com a renda declarada dos envolvidos perante a Receita Federal. 

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