Vendas de Mounjaro e Zepbound impulsionaram a receita; farmacêutica elevou projeção para 2026
A Eli Lilly registrou lucro líquido de US$ 7,1 bilhões no 2º trimestre de 2026, alta de 25% em relação aos US$ 5,7 bilhões apurados no mesmo período de 2025. O balanço foi divulgado nesta 4ª feira (5.ago.2026).
A receita da farmacêutica norte-americana cresceu 48%, de US$ 15,6 bilhões para US$ 23 bilhões. O desempenho foi impulsionado principalmente pela maior procura pelo Mounjaro, usado no tratamento do diabetes tipo 2, e pelo Zepbound, indicado para perda de peso. Eis a íntegra (PDF – 106 kB).
Eis os principais resultados do trimestre:
- receita: US$ 23 bilhões, alta de 48%;
- lucro líquido: US$ 7,1 bilhões, crescimento de 25%;
- lucro por ação: US$ 7,94, aumento de 26%;
- Mounjaro: US$ 9,9 bilhões em vendas, alta de 91%;
- Zepbound: US$ 4,9 bilhões em vendas, crescimento de 46%.
A quantidade de medicamentos vendidos pela companhia aumentou 60% no período. O efeito foi parcialmente reduzido pela queda de 13% nos preços efetivamente recebidos pela farmacêutica, depois de descontos e reembolsos.
Nos Estados Unidos, a receita subiu 33%, para US$ 14,4 bilhões. Fora do país, o crescimento foi de 80%, para US$ 8,6 bilhões. A Lilly disse que a expansão internacional foi puxada pelo Mounjaro, principalmente depois da inclusão do medicamento na lista de produtos reembolsados pelo sistema de saúde da China.
As despesas com pesquisa e desenvolvimento aumentaram 14%, para US$ 3,8 bilhões. Já os gastos com divulgação, vendas e administração cresceram 25%, para US$ 3,4 bilhões, por causa da preparação e da promoção de lançamentos.
A empresa também contabilizou US$ 2,8 bilhões em despesas relacionadas à compra de medicamentos e tecnologias ainda em desenvolvimento. O valor foi influenciado pelas aquisições das empresas Orna Therapeutics e Ajax Therapeutics.
Com o resultado, a Lilly elevou a projeção de receita para 2026. A estimativa anterior, de US$ 82 bilhões a US$ 85 bilhões, passou para uma faixa de US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões.
A farmacêutica também anunciou um investimento adicional de US$ 4,5 bilhões para expandir unidades de produção no Estado norte-americano de Indiana.
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