Departamento de Justiça dos EUA quer suspender bloqueios que travaram ordem sobre lista de eleitores habilitados
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), pediu ao Supremo Tribunal dos EUA, nesta 2ª feira (27.jul.2026), que suspenda decisões de tribunais inferiores que bloquearam uma ordem executiva voltada a alterar regras do voto por correspondência antes das eleições de novembro.
O pedido, encaminhado pelo Departamento de Justiça, afeta quase metade do país. O pedido foi protocolado poucas horas depois de Trump discursar em rede nacional para defender mudanças no sistema eleitoral e voltar a questionar a legitimidade das eleições, segundo a agência AP.
Em março, Trump determinou que o governo criasse uma “lista de cidadãos estaduais” com eleitores habilitados. A ordem instrui o Serviço Postal dos Estados Unidos a entregar cédulas pelo correio apenas a pessoas incluídas nessa lista.
Autoridades democratas de 23 Estados e do Distrito de Columbia entraram com ação judicial contra a medida. O argumento central é de que a Constituição atribui a competência para definir regras eleitorais aos Estados e ao Congresso, e não ao presidente.
Governo tenta derrubar decisão
De acordo com a agência norte-americana, uma juíza federal em Massachusetts bloqueou a ordem para os Estados autores da ação. No fim de semana, um painel do 1º Tribunal de Apelações dos EUA manteve a decisão. A juíza distrital Indira Talwani, de Boston, indicada pelo presidente democrata Barack Obama, havia aceitado em junho suspender a implementação da ordem para as eleições de 3 de novembro.
O procurador-geral dos EUA, D. John Sauer, pediu ao Supremo que congele a decisão da juíza enquanto os processos instaurados pelos Estados tramitam. No recurso, o governo argumenta que a ordem de Trump estabelece “orientação geral de política” e não dita diretamente como os Estados devem conduzir suas eleições.
“E a liminar é especialmente indefensável porque as agências ainda estão deliberando sobre como, se é que vão, implementar a ordem, mas o tribunal distrital já decidiu preventivamente que qualquer coisa que as agências venham a fazer será necessariamente ilegal”, escreveu Sauer.
O procurador-geral pediu que o Supremo agisse com rapidez. O argumento é de que quaisquer novas políticas precisariam estar em vigor já em agosto para ter efeito nas eleições de novembro. A resposta ao recurso tem prazo até 3 de agosto.
Segundo a agência, Trump apresentou as mudanças como proteção contra o voto de não cidadãos. O voto de estrangeiros nos EUA é raro e configura crime federal sujeito à deportação. Segundo o presidente norte-americano, formulários de registro de eleitores assinados com nomes de terceiros ou de indivíduos inexistentes, foram identificados pelo FBI em uma operação de grande escala de registro de eleitores no Estado de Michigan em 2020, mostrando uma vulnerabilidade do sistema,




