Cantora estava internada havia cerca de duas semanas e recebeu homenagens de familiares, amigos e da Unidos do Viradouro, escola em que integrava a ala musical
O samba amanheceu de luto nesta terça-feira (21/7). Débora Cruz morreu aos 45 anos após passar cerca de duas semanas internada em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Filha do compositor Acyr Marques e sobrinha de Arlindo Cruz, a cantora construiu uma trajetória marcada pelo talento e pela forte ligação com uma das famílias mais tradicionais da música brasileira. A notícia foi confirmada por familiares e provocou comoção entre artistas, escolas de samba e admiradores.
As homenagens começaram logo após a confirmação da morte. Arlindinho, primo de Débora, publicou uma emocionante despedida nas redes sociais e agradeceu por todos os momentos vividos ao lado da cantora nos palcos. A Unidos do Viradouro, escola da qual ela fazia parte da ala musical desde o Carnaval de 2024, também lamentou a perda e destacou a importância da artista para a história da agremiação.
Veja as fotos

Débora CruzFoto: Reprodução/Instagram @cantoradeboracruz

Débora CruzFoto: Reprodução/Instagram @cantoradeboracruz

Débora CruzFoto: Reprodução/Instagram @cantoradeboracruz

Débora CruzFoto: Reprodução/Instagram @cantoradeboracruz
No início de julho, a equipe da sambista havia anunciado a suspensão de sua agenda para que ela pudesse se dedicar ao tratamento de saúde. Dias depois, familiares revelaram que o quadro era delicado em razão do AVC, mobilizando uma corrente de orações entre fãs e colegas de profissão. Apesar da esperança por uma recuperação, o estado clínico se agravou e a artista não resistiu às complicações.
Além dos palcos, Débora deixou sua marca nos bastidores do carnaval. A cantora participou de gravações de sambas-enredo, atuou como backing vocal de grandes nomes da música, integrou o carro de som da Unidos do Viradouro e era presença constante em rodas dedicadas às obras de Arlindo Cruz e de Acyr Marques. O legado da artista permanece vivo na memória de quem acompanhou sua caminhada e ajudou a escrever mais um capítulo da história do samba.




